Júnior empresas na Maia

Cerca de 500 representantes de empresas júnior de todo o Mundo passaram no domingo pelo Fórum da Maia, que acolheu a sessão de encerramento do Congresso Mundial de Júnior Empresas (JEWC’08). São todos jovens universitários, embora possam continuar a trabalhar com os novos empreendedores mesmo quando terminem os respectivos cursos superiores. Estiveram em Portugal desde o dia 2, mas as sessões de trabalho dividiram-se pelo Porto e Vila Nova de Gaia.

A organização deste congresso no nosso país esteve a cargo da JADE (Confederação Europeia de Júnior Empresas) Portugal, mas em conjunto com a Brasil Júnior, Angola, África do Sul e a ShARE Economy (Ásia). No final, e apesar de visivelmente cansada, a presidente confessava terem sido ultrapassadas as expectativas no que respeita ao número de participantes. Mas também pelo facto de representarem culturas distintas, permitindo cumprir o objectivo da “partilha de ideias e experiências”, sublinhou.

O intuito da JADE Portugal, ao organizar este JEWC’08, passava ainda por prever, e preparar, possíveis trabalhos futuros a envolver os diversos países representados, de forma a promover ainda mais a cooperação. Mas também “aumentar o movimento júnior”, nomeadamente em Portugal, onde há actualmente apenas seis juniores empresas, concentradas sobretudo no Norte do país. “Precisamos é crescer mais, e expandirmos mais, no país”, reconhece a presidente da JADE.

Mais do que fazer aumentar o número de projectos junto da federação portuguesa, “o nosso grande objectivo é que as nossas empresas nos reconheçam como válidos para fazer projectos e, cada vez, recorram aos jovens universitários para realizar esses projectos”, definiu Sara Pimenta.

Há já exemplos desses a nível nacional. No ano passado, uma dessas júnior empresas portuguesas foi já distinguida com um prémio internacional. E há empresas das áreas da engenharia e da consultadoria a depositar confiança nestes empresários juniores.

A nível europeu, são já 225 as júnior empresas, de um total de 14 países, a que se juntou no decorrer deste JEWC’08 o Kosovo, representado na Maia por cinco jovens empreendedores. Mas a ainda presidente da JADE Europa, Tanya Müller-Borges, fez questão de destacar ainda as duas representantes de uma iniciativa em desenvolvimento na Albânia, bem como o projecto de Moçambique, representado por apenas uma universitária, destacado como “particularmente especial”.

Mais do que encerrar o congresso, a sessão de domingo encerrou também um ciclo no projecto, já que terminava um ano de trabalho de uma das equipas. “Um ano inesquecível”, podia ler-se na apresentação ‘powerpoint’ de Tanya Müller-Borges. Incluiu fotografias dos vários encontros promovidos ao longo do ano e de todo os membros da equipa. O novo quadro executivo já foi eleito e apresentado neste congresso, à excepção do presidente, que não pôde marcar presença. Os restantes três elementos assumiram a tarefa como “uma honra” e confessando-se “muito motivados para trabalhar”. Vão fazê-lo ao longo de um ano, na Casa JADE, em Bruxelas. E a tempo inteiro, de forma a continuar a cumprir a missão da JADE: promover o conceito de júnior empresas; oferecer uma plataforma de intercâmbio de conhecimentos e contactar com estudantes.

No calendário do movimento, segue-se o Encontro Nacional do Brasil. Vai decorrer entre 24 e 28 de Setembro, em Brasília, estando inscritos cerca de 1200 jovens empreendedores, num país que conta com cerca de 900 projectos do género, por ano. O número foi destacado pelo brasileiro Jones Madruga, antes de passar a palavra aos dois embaixadores da JADE Brasil. Logo a seguir, foi assinado um novo acordo de cooperação entre a JADE Europa e a JADE Brasil Júnior.

Coube a Bruno Varandas a intervenção a representar Portugal. Há cerca de cinco anos no movimento, o vice-presidente da JADE sublinhou que este é “um ponto de viragem no movimento da JADE”.

E porque decorreu na Maia, a Câmara Municipal da Maia fez-se representar nesta sessão pelo vereador do pelouro da Cultura e Turismo, Mário Nuno Neves.

Marta Costa