Novo modelo de cooperação para os lares clarifica as comparticipações das famílias

Um novo modelo de cooperação entre as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e a Segurança Social define novas regras de “diferenciação positiva” para a comparticipação familiar em lar de idosos, bem como o ajustamento da comparticipação financeira ao novo modelo de funcionamento dos Centros de Actividades de Tempos Livres (CATL).

As novas regras resultam do acordo assinado recentemente entre o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, a União das Mutualidades Portuguesas e a União das Misericórdias Portuguesas. O objectivo é “construir um modelo de cooperação que promova ainda mais a equidade e a justiça social, diferenciando o apoio em função das reais necessidades das famílias portuguesas”, refere o protocolo.

Assim, o valor da comparticipação financeira da segurança social, por cada utente dos lares de terceira idade, em 2008, é actualizado em 2,5 por cento, que corresponde à inflação verificada no ano transacto.

Ou seja, por cada idoso internado nos lares das IPSS, o Estado comparticipará com cerca de 340 euros. Estabelece ainda como “valor de referência” o custo que cada idoso implica para as instituições. Esse valor está fixado em cerca de 750 (para utentes com dependência moderada) e 800 euros (para utentes com maior nível de dependência), por mês.

Cooperação mais clara e transparente

De um modo geral, o novo modelo de cooperação entre o Estado e as instituições de solidariedade social não traz novidades. Para Maria de Lurdes Maia, provedora da Santa Casa da Misericórdia da Maia, vem apenas “clarificar” e tornar mais “transparente” situações que “não estavam tão claras”, nomeadamente no que diz respeito à comparticipação, quer pela Segurança Social quer pelas famílias. “Se as regras estiverem claras, algumas dúvidas que possam existir nas pessoas, na sociedade e nas instituições, acabam-se”, comenta.

Fernanda Alves

2 respostas
  1. Raio
    Raio says:

    … ainda não percebi o objectivo da medida … não entendi se é uma discriminação positiva, como lhe chamam ou um maior encargo para as familias, ou ainda, a forma dos proprietarios de lares ainda encherem mais os bolsos à custa de quem precisa.
    Certo é que muitas vezes as familias gastam centenas de euros em instituições que lhes ajudam simplesmente a matar os familiares idosos, pelos maus cuidados que lhes prestam.
    Mas enfim neste país os idosos são um “peso” que os mais novos detestam suportar. Notável é que na grande maioria das vezes fica mais barato arranjar uma pessoa para cuidar do idoso do que coloca-lo num lar, numa clara demonstração de que os Lares vêem no idoso uma fonte de lucro a 200%.
    Deveriam ser bem mais apertadas as fiscalizações a essas unidades para se verificarem as más condições que utentes e funcionários são obrigados a suportar em nome do lucro facil.
    Saudações
    Raio do Blogue Trovoada Seca em http://trovoadaseca.blogs.sapo.pt

  2. manuel pereira
    manuel pereira says:

    Que os idosos indepentemente de terem filhos ou não, devem ser tratados com a dignidade que um pai ou uma mãe merece, por muito que lhes façamos, nunca lhes serão retribuimos o carinho que nos deram, como pais, é claro!…

Os comentários estão fechados.