Obras na Rua Quinta Amarela geram críticas aos promotores

Os moradores da Rua da Quinta Amarela, no Castelo da Maia, estão descontentes com o comportamento das entidades oficiais no decorrer das obras de requalificação da artéria e outras ruas adjacentes, junto à estação do metro. Apontam o dedo à Metro do Porto e à Câmara Municipal da Maia, neste caso, visando o arquitecto Pedro Tiago.

Numa exposição/reclamação enviada às redacções, o condomínio do número 80 da Rua da Quinta Amarela lamenta não ter sido informado, nem auscultado, sobre o início dos trabalhos em causa, fala em “falta de diálogo e de preocupação de informar os moradores” e acrescenta que, “durante as obras houve pouca sensibilidade relativamente às preocupações dos moradores”.

Reclamam o facto de não terem sido acautelados direitos como o estacionamento, o acesso às habitações e as passagens pedonais condignas, sublinhando que “chegaram a ficar pessoas enterradas na lama”.

Contactado por PRIMEIRA MÃO, o arquitecto sublinha que o processo de colocação do poste e do armário de electricidade foi tratado por si próprio e pelos técnicos da Metro do Porto, concluindo que “a localização dos dois elementos urbanos não conflitua com nada, do ponto de vista legal”. Pelo contrário, explica que a colocação do poste foi pensada de forma a não impedir, ou mesmo dificultar, a entrada de objectos de grande dimensão no prédio e naquele exacto local para não pôr em causa a iluminação da artéria. Da mesma forma, refere que o armário de electricidade foi colocado entre as duas janelas e não por baixo de nenhuma delas. E tendo em conta os receios dos moradores, lembra que o peitoral não estará a mais de 1,3 metros do passeio, “portanto, a própria altura da janela já não confere grande privacidade à habitação”.

A PRIMEIRA MÃO, o arquitecto não exclui a possibilidade de deslocalização da caixa que está a ser motivo de descontentamento, mas adverte que não será uma intervenção fácil de justificar. Inclusive para argumentar o aumento dos custos que iria acarretar à Metro do Porto.

A Metro reitera que “não há nenhuma falha nem nenhum desvio ao projecto”. Foi executado, acrescenta, de acordo com o que foi aprovado pela autarquia maiata. Sem que disso tenha sido dado conta aos moradores, antes do arranque dos trabalhos, por entenderem que “não havia necessidade disso”. O contacto tornou-se “permanente” desde que os moradores começaram a colocar questões e a apresentar reclamações. A ideia passa por explicar a intervenção e o porquê das soluções adoptadas.

Marta Costa

(Notícia desenvolvida na edição de sexta, 5 de Setembro, de Primeira Mão)

Câmara da Maia deu conta “da bondade da solução que lá foi implementada e da não justificação técnica para outro tipo de solução”. Metro do Porto garante que “não há nenhuma falha nem nenhum desvio ao projecto”