Líder do PSD/Porto, Marco António Costa, "precisa" de três mil mulheres

O presidente do PSD/Porto, Marco António Costa, manifestou hoje confiança na capacidade do partido, no distrito, para mobilizar um número de mulheres suficiente para cumprir as quotas definidas para as listas candidatas às eleições que se realizam em 2009.

A tarefa não é fácil, já que, segundo as suas contas, o PSD precisa de cerca de 3000 mulheres para cumprir as quotas no distrito do Porto.

Para o presidente do PSD/Porto, a solução do problema passa pelo Secretariado Distrital Feminino, uma estrutura pioneira a nível nacional no partido, criada no início deste ano.

Nos termos da Lei Orgânica 3/2006, conhecida como Lei da Paridade, as listas candidatas a estas três eleições, legislativas, autárquicas e europeias, devem incluir, no mínimo, um terço de elementos do sexo menos representado, isto é 33,3 por cento dos candidatos.

O partido que não cumprir as quotas definidas, perde a subvenção estatal. No caso do PSD ronda os 870 mil euros. Mais importante ainda, na perspectiva do líder distrital, "corre o risco de ser penalizado pelo eleitorado".

Os dados oficiais indicam que, entre os cerca de 30 mil militantes social-democratas inscritos no distrito do Porto, aproximadamente um terço são mulheres.