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Empresa maiata nega acusações de alegada “falência fraudulenta” formulada pelo Bloco de Esquerda (actualização)

O administrador da empresa maiata Capepresso garante que a empresa não está encerrada, nem irá encerrar, reagindo, desta forma, às acusações formuladas ontem, em comunicado, pelo Bloco de Esquerda (BE), que anunciou exigir “uma investigação a todo o processo de falência da empresa e exige também a reposição dos direitos salariais e laborais dos trabalhadores despedidos” no âmbito deste processo. O administrador da empresa, Filipe Silva, disse a PRIMEIRA MÃO que “não é verdade que a Capepresso esteja encerrada ou vá encerrar. Estamos a laborar”.

No documento, o Bloco de Esquerda dizia querer uma investigação ao processo de falência da empresa, com sede na Maia, e com esse objectivo fez chegar um requerimento ao Ministério do Trabalho e à Autoridade para as Condições do Trabalho “denunciando a situação e colocando a dúvida sobre se a falência da empresa não terá sido fraudulenta ou irregular”.

O partido político diz que o dono da empresa, “que empregava 27 delegados comerciais”, já tinha uma outra empresa a laborar, a Expostar, exactamente no mesmo sector de mercado e para a qual teria transferido alguns activos da Capepresso. Além disso, os trabalhadores em causa continuam com salários em atraso, subsídio de férias e de Natal por pagar, e sem receber indemnização.

Contactado por PRIMEIRA MÃO, o responsável da empresa assegura que esta continua a trabalhar, logo não abriu falência. A Capepresso existe há cerca de quatro anos e trabalha na área da comercialização e assistência técnica de máquinas de ‘vending’ e na venda de produtos e serviços de bebidas para escritórios (office coffee).

Filipe Silva refere que a empresa, de facto, rescindiu o vínculo com alguns delegados comerciais, com que trabalhava em sistema de comissão. “Este não é um momento para prospecção de mercado e foi decidida a rescisão com alguns vendedores”, adiantou. Admite uma situação de litígio com um dos comerciais, num caso que pode acabar no tribunal.

Quanto à alegada transferência de activos para a Expostar, sublinhada pelo BE, Filipe Silva destaca que há apenas um relacionamento comercial entre as duas entidades.

Artur Jorge, administrador da Expostar, confirma tão só a existência de contactos comerciais. “Somos clientes da Capepresso, compramos máquinas pedimos apoio técnico”, salientou a PRIMEIRA MÃO.

Contactado o Bloco de Esquerda, José Inácio, elemento do secretariado do partido, no Porto, refere que a denúncia, que serviu de base para o pedido de investigação, partiu de, pelo menos, um ex-funcionário da empresa.

(Notícia a desenvolver na edição desta semana de Primeira Mão)

3 respostas
  1. Joao Pedro
    Joao Pedro says:

    Filipe Silva ? ? ? Gerente da Capepresso ???
    Artur Jorge ??? Responsável Expostar ???
    Confirmem nas Conservatória do Registo Comercial !!!…É claro que esses nomes são pura novela de entretenimento!!!

  2. None
    None says:

    É mais do que legítimo reflectirmos sobre os contornos e a essência deste projecto:

    Esta estratégia de falir a CAPEPRESSO foi ou não premeditada?

    Foi ou não muito bem estudada a previsível falência da Capepresso ?

    Quantos trabalhadores vão passar da CAPEPRESSO para a EXPOSTAR?

    Quantos activos vão passar para a EXPOSTAR? Já passaram quantos?

    Há fortunas que se criam assim?

    Fomos todos enganados?

    Porque é que a carrinha VW Golf teve que ser entregue à Rent-a-Car?

    Falta de pagamento?

    Porque é que os pseudo-supervisores conduziam carros para uso total que valiam 35000 euros?

    Mitsubishi Grandis, Mazda 5, são carros de trabalho?

    Quantas empresas em Portugal dão carros de serviço Mitsubishi Grandis?

    Porque é que a CAPEPRESSO roubava clientes à EXPOSTAR?

    Porque é que formalmente os sócios destas empresas são a mulher e o filho do Patrão?

    Porque é que o sócio-gerente foi afastado?

    Porque é que os funcionários foram convidados a assinar declarações que afirmavam que os trabalhadores prescindiam dos seus direitos (salários, subsídios de férias e afins), sendo esta a única forma de se aceder ao subsídio de desemprego?
    Posted by Salários na Mão do Patrão at 7:46 AM 19 comments

  3. Justiça
    Justiça says:

    SERÁ UMA INJUSTIÇA se a insolvência e o seu gerente Hamilton Coutinho Faria NÃO FOREM considerados CULPADOS !!!

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