Autarquia pede celeridade no licenciamento da Siderurgia Nacional

O presidente da Câmara Municipal da Maia, Bragança Fernandes, afirma que a autarquia está “extremamente preocupada” com a “lentidão” que está a ter o processo de licenciamento da Siderurgia Nacional. Em comunicado, e face às queixas recorrentes da população relacionadas com o funcionamento da Siderurgia Nacional – Empresa de Produtos Longos, SA, adianta que no dia 18 de Março deste ano foi solicitado à Direcção Regional de Economia do Norte (DREN) uma inspecção/vistoria às instalações da empresa.

No dia 21 de Agosto de 2008 chegou então a primeira resposta da Direcção Regional informando ter solicitado à Agência Portuguesa do Ambiente, responsável pelo processo de licenciamento ambiental da Siderurgia, informação sobre o processo. Por isso, a DREN referia que a vistoria pedida pela Câmara da Maia só poderia ser realizada depois da emissão da licença ambiental e que o processo está “ainda em fase de análise”.

Assim sendo, a Siderurgia Nacional “continua sem licença ambiental e por isso sem estarem identificados os impactes ambientais na envolvente e respectivas medidas para a sua minimização, e mais grave, as queixas dos moradores continuam”.

Bragança Fernandes diz que os maiatos estão “cansados” de esperar e de “nada ser feito”. “A população de S. Pedro Fins e de Folgosa sente-se descriminada. A população queixa-se de ruído, fumos, circulação de camiões e da existência de sucata a céu aberto a poluir a rede de água e a Câmara Municipal da Maia quer uma solução definitiva para este problema, conforme aos interesses da população”, referiu o edil.

Quanto à Savinor, embora a empresa se localize na Trofa, está junto a território da Maia e a população do concelho “continua a sofrer com os odores provenientes da Savinor”. Por isso, faz um novo pedido “urgente” de verificação e regularização da situação, para acabar com “este problema ambiental grave”. “Não admito que os maiatos sofram com uma situação que não está implementada no concelho e acho que o ministério, numa altura em que fala tanto de ambiente e de energias renováveis, também tem que olhar para estes casos”, conclui.

Isabel Fernandes Moreira

(Notícia desenvolvida na edição desta semana de Primeira Mão)