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Novas parcerias para a qualificação celebradas no CICCOPN

O Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, esteve recentemente no Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Norte – CICCOPN para assinar os acordos de entendimento entre o Instituto do Emprego e Formação Profissional e as principais associações empresariais e sindicais do país, parceiros na gestão dos centros protocolares.

Os acordos, traduzem-se num aumento das verbas destinadas à qualificação de jovens e activos até ao final do próximo ano, cerca de 61 milhões de euros, e que têm como objectivo o crescimento e uma maior autonomia e responsabilização dos 12 Centros de Formação e Gestão Participada que assinaram os acordos. Um reforço do investimento público na ordem dos 17 milhões de euros. E que, para o ministro Vieira da Silva, tem um “duplo significado”.

Primeiro, porque resulta de uma aposta do Governo em “dirigir mais recursos para o sistema de formação e qualificação”, e segundo “porque tem um conjunto de vantagens adicionais”. “O facto de haver mais recursos e mais autonomia para os gerir, o facto destes recursos estarem associados a metas que são assumidas e objectivos quantitativos e qualitativos assumidos pelos centros, e o facto de eles se integrarem numa preocupação central que é qualificar os nossos activos”.

O presidente da AICCOPN, Reis Campos, considerou que os Centros de Formação e Gestão Participada são “essenciais” na resposta às necessidades das empresas. Deu como exemplo o CICCOPN que, “soube afirmar-se como um Centro de Excelência e foi capaz de garantir às empresas de construção parte dos Recursos Humanos de que estes necessitam para a sua actividade”.

Já o secretário de Estado do Emprego e Formação Profissional, Fernando Medina, salientou o sucesso que o programa Novas Oportunidades alcançou nos seus três anos de vida, e que tinha como objectivo a melhoria da qualificação de milhares de portugueses que não tiveram a oportunidade de concluir o ensino secundário. “Temos hoje, após três anos do lançamento da iniciativa Novas Oportunidades mais de 500 mil portugueses, 15 por cento da população activa em Portugal sem o ensino secundário, que disse sim a vencermos o défice de qualificações”, referiu.

Os acordos de entendimento agora assinados representam uma terceira fase do programa Novas Oportunidades, que visava a criação de uma rede de operadores na área da formação profissional.

A União Geral dos Trabalhadores e a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional, foram duas das entidades a assinar com o Governo os acordos de entendimento. João Dias da Silva e Ulisses Garrido congratularam o Governo pela aposta na melhoria da qualidade da formação e qualificação dos trabalhadores portugueses. Mas o secretário-geral da CGTP, Ulisses Garrido, acrescentou ainda a necessidade de apostar também em “qualificar os empresários”. “Precisamos de empresários mais qualificados, para que sejam capazes de perceber esta dinâmica e que sejam capazes de assumir nas suas empresas e no seu dia-a-dia esta ligação virtuosa que dá desenvolvimento ao país”, sublinhou.

E considerou ainda que a distribuição dos recursos financeiros deve ser feita de acordo com as necessidades, e não da forma “igualitarista” que tem vindo a ser seguida e que considerou ser já “um pouco saloia”.

Fernanda Alves