Marco António teme o pior para o Metro do Porto

Marco António Costa teme o pior pelo projecto do Metro do Porto, face à “filosofia centralista e de controlo por parte da tutela relativamente ao funcionamento desta empresa mas, particularmente face à “exígua ambição que encerram as propostas de futuro apresentadas”. Foi disso mesmo que deu conta, esta semana, numa carta enviada aos presidentes das Câmaras Municipais da Maia, Trofa e Vila Nova de Gaia, na qualidade de administrador não executivo da empresa Metro do Porto, em representação da Junta Metropolitana do Porto.

Na missiva, o também vice-presidente da Câmara de Gaia coloca-se à margem do plano de alargamento da rede do Metro do Porto, que foi apresentado na semana passada. “Nunca em qualquer circunstância nesse ou noutro âmbito, foi aflorado, apresentado ou debatido o plano de ‘Desenvolvimento do Sistema do Metro Ligeiro do Porto’”, garantiu.

O também vice-presidente da Câmara de Gaia garante que “na verdade” só na quarta-feira da semana passada, em reunião com o Conselho de Administração da Metro com a presença do ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, e a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, é que os administradores não executivos “tomaram conhecimento do referido documento”.

Na mesma carta, endereçada aos três autarcas, Marco António afirma ainda que face ao conteúdo estratégico do documento deixou o seu “mais veemente protesto” pelos cronogramas apresentados e pela “falta de elementos” técnicos que validem a racionalidade económica e social das opções apresentadas. “No meu ver só, através de um estudo comparativo entre as diferentes linhas que confronte custos versus procurar, será possível avaliar tecnicamente o que nos foi apresentado”, afirma o administrador.

Na mesma carta diz também que “é com profundo desagrado” que verificou todo o processo que foi desenvolvido, “no mais secretismo e à revelia dos legítimos representantes das autarquias. Termina dizendo que enquanto representante das autarquias procurará “manter uma postura de intransigente defesa da Região e do Projecto”.

Isabel Fernandes Moreira