Maia quer acolher a Exponor

A Câmara Municipal da Maia disponibilizou um terreno, localizado entre as freguesias de Silva Escura e Nogueira, para a Associação Empresarial de Portugal (AEP) instalar a Exponor – Feira Internacional do Porto, actualmente em Leça da Palmeira, Matosinhos.

O terreno indicado pelo presidente da câmara, Bragança Fernandes, tem cerca de 35 hectares. O autarca soube através da comunicação social da vontade do presidente da AEP, António Barros, de instalar a Exponor a Norte do Rio Douro. E como a Maia é um dos municípios que está enquadrado nessa área, solicitou de imediato uma reunião com o presidente da AEP. O autarca encontrou-se com José António Barros na passada semana, tendo-lhe dado a conhecer o terreno, que, na opinião do edil maiato, reúne todas as condições para a instalação da Feira Internacional do Porto ou de uma extensão daquele equipamento. É que, de acordo com as declarações do dirigente da AEP ao Jornal de Notícias, o actual recinto da Exponor deverá permanecer em Matosinhos, no entanto, deverá ser alvo de uma operação de renovação do espaço.

A Maia está disponível a receber uma extensão da Exponor, propondo assim a sua instalação no território compreendido entre as freguesias de Silva Escura e Nogueira. “É um terreno fantástico para esse fim, com 35 hectares, que margina com a A3 e com o IC24, tem boas acessibilidades, ficando a quatro, cinco quilómetros de distância do aeroporto”, destacou o presidente da câmara. Outra das mais valias do terreno, é que está localizado nas proximidades do futuro Campus da Saúde e Campo de Golfe que incluirá ainda uma zona de hotéis. “Fica muito bem implantado com boas acessibilidades e com uma bela montra para quem passa nas auto-estradas”, sublinhou o autarca.

Bragança Fernandes esclarece que, para já, o processo ainda está numa fase muito inicial. “Ainda estão a pensar, mas eu espero que o pensamento deles seja positivo”, concluiu. E se o processo avançar, a Câmara da Maia está disponível para negociar e encontrar soluções vantajosas para a sua instalação.

PRIMEIRA MÃO procurou obter, junto do gabinete de comunicação, uma reacção do presidente da AEP à proposta da Câmara da Maia, mas até ao fecho desta edição, não obtivemos qualquer resposta ao pedido.

FA