Bloco de Esquerda pergunta ao Governo pela Siderurgia Nacional

Qual a proveniência da sucata depositada a céu-aberto na Siderurgia Nacional? Que tipo de materiais estão presentes neste depósito de sucata? Sabe Vossa Ex.ª se foi feito alguma adaptação no terreno da Siderurgia, para permitir o depósito do material sem perigo de contaminação poluente dos solos e das linhas de água? Existe monitorização das emissões poluentes da Siderurgia, para apurar se estes se encontram dentro dos limites legais? Que medidas pensa Vossa Ex.ª tomar para travar a poluição proveniente da Siderurgia?

Eis, em cinco perguntas, as dúvidas que o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda na Assembleia da República quer ver esclarecidas pelo Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional, em relação ao funcionamento da unidade da Siderurgia Nacional (SN), em S. Pedro Fins, na Maia.

No documento, de duas páginas, os bloquistas lembram que a SN está instalada no concelho da Maia há cerca de 31 anos sendo “um foco de poluição atmosférica e dos solos, há muito sinalizado pelo Bloco de Esquerda”.

Realçam aquilo que dizem ser a sistemática “deposição e armazenamento da sucata ‘recolhida’ nos terrenos da Siderurgia Nacional”, bem como os milhares de toneladas de sucata “empilhados a céu aberto, contaminando os solos, pois não foram tomadas medidas para impermeablizar os locais onde a sucata se deposita”. Uma situação que tem levado à poluição dos lençóis freáticos, algo comprovado pelos “placas de aviso” colocadas em ribeiras e fontes limítrofes.

Esta é a segunda iniciativa do BE em relação à SN no espaço de duas semanas, seguindo-se a uma tentativa de visita à unidade industrial por parte dos elementos do bloco na Assembleia Municipal da Maia.