Venda de Natal da Asman para angariar fundos

Mais uma vez, a Asman tem à disposição da população, no centro da freguesia de Gueifães, uma venda de Natal, onde pode comprar alguns dos seus presentes para oferecer na época natalícia. Vai funcionar todos os dias, até 31 de Dezembro, entre as 09h00 e as 19h00. Basta entrar e escolher porque há produtos para todas as bolsas e pode, ao mesmo tempo, ajudar a instituição a angariar algumas verbas para as suas obras.

Na grande maioria são produtos decorativos de Natal porque “as pessoas aderem muito bem”. E não faltam os presépios, os pratos decorativos, os pratos de bolo com motivos alusivos à época natalícia, velas, castiçais, anjinhos cheios de brilhos, arranjos florais.

Esta não é a primeira vez que a instituição organiza a venda de Natal e o facto de se realizar, ano após ano, é sinal “de que a aposta que a associação fez tem vindo a resultar”, refere a presidente da Asman. E Fernanda Drumond não esconde que ficou “agradavelmente” surpreendida com a adesão de tanta gente no dia da abertura. “De manhã quando vi o tempo tão desagradável e com tanta chuva, pensei que as pessoas iam ficar em casa comodamente mas não. Foi dos anos em que a casa se encheu totalmente. Os sócios aderiram em massa a esta proposta que fizemos a inauguração da venda de Natal”. Entre os convidados contavam-se alguns dos amigos que cederam peças para serem vendidas, estiveram também três elementos da Junta de Freguesia de Gueifães, o presidente da Câmara Municipal da Maia, Bragança Fernandes, o presidente da Assembleia Municipal da Maia, Luciano da Silva Gomes, o vice-presidente da edilidade, António da Silva Tiago, e o vereador do Desporto, Educação e Acção Social, Nogueira dos Santos.

Projecto em desenolvimento

Fernanda Drumond não escondeu a alegria de ver a casa cheia. Agora, “é preciso que as pessoas comprem”. E a verdade é que nos primeiros minutos de abertura os técnicos da instituição, no papel de vendedores, não tiveram mãos a medir com embrulhos, contas e pagamentos. Entre as peças em exposição para venda fazem parte alguns produtos confeccionados pelas crianças e pelos utentes do centro de dia da Asman. Para além disso, têm também outras propostas comerciais e que as pessoas podem adquirir. Na sua maioria são produtos que estão à consignação e sobre os quais vão ganhar uma comissão. Mas há outros que a associação adquiriu a baixo preço e agora pretende vender. “Temos muitos amigos e pessoas que compreendem este projecto de solidariedade. Não nos podemos queixar e este ano fizemos uma aposta mais forte para começarmos a construção da nossa sede, talvez no próximo ano”, afirma a presidente da direcção. A ideia é começar a tratar do lançamento do concurso público, na próxima semana, acrescenta.

E para isso, “toda a ajuda financeira é necessária e vai tornando a conta bancária um pouquinho mais gordinha”. Por enquanto, de acordo com Fernanda Drumond vão também conseguindo algum dinheiro com a venda do jornal da instituição “O Quinas”, que já vai na 13ª edição. “Para além da divulgação do nosso trabalho é também um forma de angariar fundos”, refere.

Fernanda Drumond sabe que os sócios também já perceberam que “é importante” que todos se unam para dar vida ao projecto de construção do novo edifício. “O meu sonho era, quando me desligar da Asman, para já, felizmente, tenho saúde, força e muita vontade e muita alegria neste projecto, mas quando me desligar, gostaria de deixar a possibilidade de os idosos, as crianças e as famílias terem um espaço onde fossem bem acolhidos, bem tratados e amados, acima de tudo”. Esse seria então o grande sonho da sua vida.

E para que se comece a trabalhar nesse sentido, já está agendada uma assembleia-geral para dia 14 de Dezembro. Será a partir das 12h00 e o objectivo é aprovar o projecto para 2009, bem como o orçamento previsional e já vai incluir as despesas com o edifício. O projecto está orçado em 998 mil euros, dos quais 60 por cento serão comparticipados pelo Estado. Os restantes 40 por cento serão suportados pela Asman, que já arranjou um parceiro. Trata-se da Coopermaia “que vai fazer-nos um empréstimo a custo zero, ou seja, pagaremos sem juros esse empréstimo e só começaremos a pagar quando estiver terminada a construção, quando o edifício já der rentabilidade. Foi uma parceiro que, se nós acreditarmos em milagres, podemos dizer que foi um milagre”, conclui Fernanda Drumond.

Isabel Fernandes Moreira