Recolha de bens e. S. Pedro Fins para incutir os valores da partilha

A Junta de Freguesia de S. Pedro Fins entregou, esta quarta-feira, ao Núcleo da Maia da Cruz Vermelha Portuguesa o resultado da recolha de bens, na sua maioria brinquedos e roupas, que efectuou junto das escolas do primeiro ciclo e jardins de infância e na própria junta de freguesia.

A iniciativa acontece pelo terceiro ano consecutivo, através do Gabinete de Apoio Social e Psicologia da autarquia local. O objectivo, explica o presidente da Junta de Freguesia de S. Pedro Fins, Marques Gonçalves, é que numa época festiva como a que se aproxima, “em que os valores da solidariedade e da partilha devem estar sempre presentes”, se faça alguma pedagogia junto dos mais novos. “Isto para que eles, os mais novos, nunca se esqueçam de que estes valores e estes princípios devem estar sempre presentes pela sua vida fora”.

Marques Gonçalves adianta que a recolha, ano após ano, tem corrido bem. Contudo, este ano, notou-se uma pequena redução, que o autarca considera “compreensível”, devido “à crise que todo o país atravessa. “Notamos que houve uma menor contribuição mas mesmo assim a generosidade das pessoas foi grande”. Por isso, aproveita também por agradecer a generosidade dos seus fregueses.

Ao núcleo da Maia foram entregues sacos contendo brinquedos e roupas, alguns deles completamente novos. Mas mesmo os usados estão em bom estado, garante o edil. “As pessoas tiveram o cuidado de não fazer disto um local de depósito de coisas que já não servem a ninguém. Contribuíram com artigos que, nesta fase, podem fazer a diferença para aquelas crianças que nada têm”, conclui Marques Gonçalves.

A assistente social do núcleo da Maia da Cruz Vermelha Portuguesa, Sónia Pereira, em nome da instituição agradeceu o apoio da Junta de Freguesia. “Todas as contribuições ajudam, ainda por cima numa época natalícia como a que atravessamos, que se sentem mais as dificuldades e que as crianças vêem as outras a receber brinquedos e roupa e se a família não tem possibilidades é uma grande tristeza para elas”, justifica.

Uma época que acaba por ser triste para os meninos de famílias mais carenciadas mas também para os idosos “que também estão a viver uma infância”. “Também é importante que não nos esqueçamos deles”, acrescenta a assistente social.

Agora, a Cruz Vermelha, para além de contactar instituições vocacionadas para a infância e juventude, tem também crianças já sinalizadas a quem vão fazer chegar os brinquedos. “Fazemos uma relação das crianças que existem, a triagem dos brinquedos e da roupa, embrulhamos os presentes para criar alguma expectativa”.

A entrega ainda não tem data, mas será muito em breve. Para já, é preciso organizar tudo com a ajuda dos voluntários. Depois de tudo preparado vão entregar, com a ajuda do Pai Natal e vão aproveitar a oportunidade para mostrar um pouco daquilo que é a Cruz Vermelha. “Vamos tentar conjugar tudo, criar uma festa especial para eles”.

Isabel Fernandes Moreira