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Jantar de Reis reúne associações de Águas Santas e Pedrouços

Cerca de 150 pessoas das freguesias de Águas Santas e Pedrouços participaram, recentemente, num jantar de reis especial. Especial porque teve como objectivo juntar num momento de convívio e de troca de experiências do movimento associativo das duas freguesias.

Ao todo são 34 e todas elas se fizeram representar neste encontro, que contou também com a presença do presidente da Câmara Municipal da Maia, Bragança Fernandes, do vereador do Desporto, Nogueira dos Santos, dos presidentes de junta das freguesias de Águas Santas e Pedrouços, António Teixeira e Abílio de Sousa, respectivamente. O vereador da cultura, Mário Nuno Neves, não pode marcar presença mas fez-se representar pelo chefe de divisão de História e Património, Maia Marques.

De acordo com o presidente da Mocidade de S. Gemil, Mário Vinhas, ideia surgiu de um grupo restrito de dirigentes das duas freguesias e que denominaram o convívio de “Jantar de Reis” com o presidente da edilidade maiata. Convidaram todas e todas responderam afirmativamente à chamada. “A ideia surgiu para nos juntarmos a aproveitarmos a ocasião para agradecer ao presidente da Câmara todo o trabalho que tem feito pelas instituições”, justifica o dirigente.

Uma vez que juntou colectividades desportivas, culturais, recreativas e sociais, serviu também para falarem sobre o movimento associativo, dos projectos de cada um e até das dificuldades que vão surgindo.

E face à adesão para este primeiro jantar, Mário Vinhas acredita que vai ser organizado anualmente “porque é saudável este convívio, conversarmos, partilharmos, ouvirmos algumas intervenções e acho que isso é importante”. E se não forem os mesmos a organizar “que sejam outros”. Mas “o importante é que se organize”.

O presidente dos Fontineiros da Maia foi o escolhido para discursar em nome das colectividades. José Manuel Sampaio não esqueceu de agradecer ao autarca da Maia todo o apoio que tem dado ao movimento associativo. E num ano em que muito se fala de crise, o dirigente, também não esqueceu o tema, recordando que a crise “é para todos” e não apenas para as associações. “Temos que alertar as colectividades para esse aspecto e para o facto de as entidades oficiais, às vezes, também não terem condições de dar mais”. Portanto, “não podemos estar apenas à espera de subsídios para levarmos por diante as nossas actividades”. Em tempo de crise, José Manuel Sampaio pede também contenção nos pedidos.

Mas nem só nas finanças está a crise do movimento associativo. Nas associações há também uma crise humana. Por isso, o dirigente de Águas Santas referiu-se ainda à ideia de criar um grupo de trabalho em parceria com as escolas, com as associações, juntas de freguesia e a própria câmara municipal para levarem a cabo uma iniciativa, a nível concelhio com o objectivo de captar mais gente para o associativismo. “Hoje em dia a sociedade está um pouco de costas voltadas para as colectividades e temos que informar as pessoas daquilo que bom que há nas colectividades”, afirma.

O presidente da Câmara Municipal da Maia aproveitou também para agradecer ao movimento associativo o trabalho que têm desenvolvido. Porque, diz Bragança Fernandes, eles são “o pulsar do concelho”. “São também eles que ajudam a promover a Maia e as freguesias onde estão inseridos e têm toda a minha gratidão pelo que fazem”, referiu.

Isabel Fernandes Moreira