Provedor do munícipe completou 90 anos

O provedor do Munícipe do Concelho da Maia, Sousa e Silva, comemorou na segunda-feira 90 primaveras. A câmara, com quem o advogado trabalhou durante mais de 60 anos como consultor jurídico, não quis deixar passar a data em branco e preparou-lhe uma festa, onde participaram o presidente da edilidade, Bragança Fernandes, o presidente da Assembleia Municipal, Luciano Gomes, os vereadores da autarquia, Paulo Ramalho, Nogueira dos Santos e Hernâni Ribeiro, os chefes de departamento, a filha e a neta do aniversariante e ainda a esposa do falecido presidente, Albina Vieira de Carvalho.

Sousa e Silva

Sousa e Silva trabalhou com todos os presidente de Câmara da Maia. Foi, “se a memoria não me falha”, em 1948 que começou a trabalhar para a autarquia maiata. Mas “nunca fui funcionário da câmara”.

Formou-se em direito. Foi o segundo advogado a exercer no concelho. Era advogado há pouco tempo quando a edilidade maiata anuncia a contratação os serviços de um advogado para consultor jurídico. Na altura entendeu ter capacidades para o lugar e como havia outro advogado a exercer no concelho propôs-lhe a apresentação de uma proposta conjunta. Sousa e Silva ficou com a Câmara, o outro advogado com os Serviços Municipais. “Nessa altura, os assuntos dele eram tratados no consultório dele e os meus no meu consultório”. Assim estiveram muitos anos até que o outro advogado desistiu e Sousa e Silva ficou sozinho.

Foi com Vieira de Carvalho com quem trabalhou mais anos. Talvez por isso, seja o autarca que mais recordações lhe traz, afirma. “Era um trabalhador como eu nunca vi”. “Era um homem com quem convivia muito, com quem trocava muitas impressões. Tínhamos muito convívio profissional e amigo. Esse distinguiu-se”. No entanto, ainda que sempre se deu bem “com todos eles”.

Aos 90 anos é ainda o provedor do munícipe do concelho da Maia, uma tarefa para a qual diz ter pouco força mas “muita vontade”. “Vontade não me falta e é mais a força de vontade que outra coisa qualquer”. Mas mentalmente ainda se sente capaz. “Ainda posso dar o meu contributo em algumas coisas da minha profissão”, acrescenta.

Isabel Fernandes Moreira