,

“Cumprimos praticamente com tudo o que tínhamos prometido”

Pinho Gonçalves cumpre o seu terceiro mandato como presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova da Telha, uma das 17 freguesias do concelho da Maia, com pouco mais de 5300 habitantes, de acordo com os Censos de 2001. Foi eleito pela primeira vez nas eleições autárquicas de 1997 pelo Partido Socialista. Em 2001 voltaria a ser eleito pela população, desta feita como independente. Na altura contou com o apoio de José Vieira de Carvalho, à data presidente da Câmara da Maia, que optou por não apresentar uma lista pelo PSD naquela freguesia. Em 2005 voltaria a apresentar-se a sufrágio como independente, tendo merecido o voto de confiança da população. Um resultado que, confessa, não estava à espera, uma vez que nesta eleição teve como adversários candidatos do PS e da coligação PSD/CDS-PP.

Em jeito de balanço, garante que este mandato está a ser positivo. “Entendemos que dentro das condicionantes e das dificuldades do momento, cumprimos praticamente com tudo o que tínhamos prometido”, referiu.

O autarca diz que uma das suas preocupações, quando tomou posse, foi elaborar um Plano de Actividades e Orçamento que, “democraticamente” fosse ao encontro dos “anseios” de todos os quadrantes partidários. “Nessa perspectiva, traçamos o nosso destino, o nosso caminho e fizemos tudo para que, com a colaboração possível e máxima da câmara, fossem conseguidos esses objectivos”, garante.

Todos os elementos do executivo trabalharam em torno de um dos projectos mais importantes para a freguesia, a conclusão do edifício sede da junta. Uma obra que levou cerca de oito anos a ser concluída e que custou cerca de um milhão de euros. Obra comparticipada em cerca de 90 por cento pela Câmara Municipal da Maia.

Outros desafios se colocaram e foram concretizados, de acordo com Pinho Gonçalves. Dá como exemplo a empreitada de substituição da rede de abastecimento de água na urbanização do Lidador. Uma das intervenções mais importantes na freguesia, mas que também acabou por provocar várias reclamações por parte dos moradores devido à sua morosidade e incómodos que veio provocar.

Ao fim de quase três décadas, o executivo conseguiu ainda garantir o alargamento da Rua Velha de Vilar do Senhor. “Uma rua estreita que há muito tempo andava para ser alargada. A obra está quase terminada. Há ainda outros melhoramentos a fazer no acesso a Vilar do Senhor, mas tem de se ir devagar”, explica. Mais haveria para fazer, se os recursos financeiros da junta não fossem tão limitados. Mas mesmo assim, “temos colaborado e temos cumprido com o protocolo que temos com a câmara municipal para pequenas reparações e obras. Claro que se tivéssemos mais dinheiro, poderíamos fazer ainda mais”, adverte Pinho Gonçalves.

Balanço positivo

A menos de um ano de finalizar o terceiro mandato, Pinho Gonçalves faz um balanço positivo do trabalho que, com a sua equipa, tem vindo a desenvolver. Sem ter por detrás de si o peso de qualquer partido, uma vez que foi eleito como pertencendo a um movimento independente, afirma que a única “camisola” que vestiu foi a da junta de freguesia. Essa tem sido a sua única preocupação. “Nunca prejudicar a freguesia é a única atitude que tenho tido”, garante. “Estou na junta de freguesia no regime de não compensação. Não estou a ganhar dinheiro com a junta. Tenho apenas uma compensação irrisória. Estou por voluntariedade, porque gosto e porque quero fazer alguma coisa que se veja. Sinto-me bem e sinto que sou respeitado”, acrescenta Pinho Gonçalves.

Quanto à sua possível recandidatura, diz que ainda nada está decidido. O grupo de independentes da freguesia terá ainda de reunir para analisar o trabalho realizado nestes quatro anos. A sua recandidatura poderá ser uma possibilidade, desde que estejam reunidas três condições: “Ter vontade e saúde, ter uma equipa de trabalho e sentir que a população não nos rejeita. Estas três coisas são importantes para continuarmos”, garante.

E se assim for, tem já definidos alguns dos desafios que pretende concretizar ou dar seguimento no próximo mandato. Designadamente, a construção de um centro de dia para os idosos e de uma creche, e o alargamento do cemitério. Para já, a prioridade até ao final deste mandato passa por acabar de pagar o edifício da junta (cerca de 10 por cento do total da obra) e “reequilibrar” as contas.

Fernanda Alves