,

Coral Jovem de Gondim voltou a encher o grande auditório do Fórum da Maia

Mais uma vez a maior sala de espectáculos do concelho encheu para assistir à actuação do Coral Jovem de Gondim. Acolheu cerca de cinco centenas de pessoas.

O início do espectáculo fez-se ao som dos motores de um avião e do seu comandante, que deu a boas vindas a todos os passageiros, convidando-os a acompanhar toda a tripulação numa viagem pelo tempo e pela música. Alertando para a proibição do uso de telemóveis e de outros aparelhos electrónicos, o anfitrião pediu aos passageiros para que se fizessem acompanhar apenas pela “bagagem das memórias”. E prometia uma “viagem inesquecível”.

E a jornada começava com “Seven Notes”, actuação com instrumentos de sopro. Depois de atingida uma altitude segura, os passageiros foram convidados a soltar os cintos de segurança e a sentir o “canto da terra” com a voz da intervenção, Zeca Afonso.

Com sorrisos nervosos, os cerca de 27 elementos do Coral Jovem de Gondim entraram em palco, posicionaram-se e avivaram a memória dos presentes com a “Chula da Póvoa” de 1976. A viagem continuava até aos anos 80, com a recordação de “Quero é Viver” de António Variações, uma das interpretações mais vibrantes do grupo coral.

Voltávamos a andar para trás no tempo, desta feita até finais dos anos 60, com “Hey Jude” dos Beatles. A meio da viagem, os passageiros eram informados da presença do presidente da Câmara Municipal da Maia, Bragança Fernandes, e do presidente da Junta de Freguesia de Gondim, Fernando Ferreira. Depois dos discursos de circunstância, a viagem prosseguiu.

Destaque para o medley de tributo a José Cid com “Amanhã de Manhã” das Doce pelo meio – o público não resistiu a acompanhar com palmas, as “Cartas de Amor” de Tony de Matos, o eterno “With or Without You” dos U2 e “Money Money” dos suecos ABBA.

Antes, o público foi brindado com “Nothing Else Matters” dos portugueses Mettalica, só com Hugo Duarte ao piano e Nelson Sousa na guitarra. Uma exibição que mereceu estridentes aplausos. Após uma escala de 20 minutos, para retemperar forças, a viagem pelo mundo da música foi retomada ao som dos violinos e de Shubert. A “tripulação” surgiu em palco mais descontraída, conseguindo sair-se bem perante alguns pequenos problemas técnicos.

“It’s Oh So Quiet” da islandesa Bjork, interpretada pela responsável do coral, Catarina Ferreira, captava as atenções do público. A seu cargo, estiveram também as interpretações de “Fado Toninho” e “Mal por Mal” dos Deolinda de 2008.

Os passageiros viajaram ainda pelos anos 90 com “Timor” dos Resistência e “A História do Zé Passarinho” da Ala dos Namorados, entraram no ano de 2000 com “Better Man” de Robbie Williams, regressaram a finais dos anos 70 com “Love of My Life” dos Queen, e anos 80 com o “Chico Fininho de Rui Veloso”. Contemplou ainda uma passagem pela música popular, com “Olhos Negros” e “Milho Verde”. A viagem finalizava em 1987 com “I Still Haven’t Found What I’m Looking For”, interpretada pelo convidado especial, João Rosas, vocalista dos Skeezos.

“Uma grande vitória”

“Está a correr muito bem”. Dizia a responsável pelo Coral Jovem de Gondim, momentos depois de sair do palco para intervalo, apesar do nervosismo que ainda sentia. Catarina Ferreira dizia ter conseguido uma grande vitória, pelo facto do público ter escolhido assistir ao espectáculo numa noite de clássico futebolístico, entre FC Porto – Sporting. “Isto para mim é uma grande vitória, ter a sala com aproximadamente 500 pessoas”, sublinhava. Esta foi a segunda vez que o Coral Jovem de Gondim se apresentou ao público, no grande auditório do Fórum da Maia. Existe há apenas dois anos, um projecto que desde logo, contou com o apoio da Junta de Freguesia de Gondim, que cede as instalações do seu auditório para os ensaios do grupo.

Fernanda Alves