Derrapagem nas obras do Aeroporto

 

Derrapagem nas contas e nos prazos. É o que conclui o Tribunal de Contas numa auditoria às obras de alargamento do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, na Maia.

Custaram mais quase cem milhões de euros do que estava previsto no orçamento. A obra ficou por 407 milhões de euros em vez dos previstos 308. Com o maior peso na despesa associado a aquisições de bens e serviços dos trabalhos preparatórios, assessoria, gestor do empreendimento e fiscalização.

Quanto a prazos para deixar pronta a primeira fase de expansão do aeroporto, diz o Tribunal de Contas que a obra se atrasou 48 meses face à previsão que apontava para dois anos e meio.

Conclui-se ainda que a ANA – Aeroportos de Portugal adjudicou de forma directa 11 por cento do valor da obra.  A empresa justificou a decisão com a urgência na realização das obras.

Mas não só o Aeroporto do Porto é alvo do Tribunal de Contas. São também apontadas falhas às obras da Casa da Música (Porto), dos túneis do Rossio e do Terreiro do Paço (Lisboa) e da Ponte Europa (Coimbra).

Marta Costa