Maia passa os 100 mil eleitores, garantindo mais eleitos e verbas

Mais de quatro anos depois do pretendido pela Câmara Municipal da Maia, que há mais de cinco anos fez uma campanha em defesa do recenseamento eleitoral com a ideia de chegar ao almejado número, o município atingiu a marca dos mais de 100 mil eleitores. Em concreto, relevou o Diário da República de 3 de Março, no dia 31 de Dezembro passado o município da Maia tinha 104 006 eleitores.

Para além da ultrapassagem da marca simbólica, e da obtenção de um estatuto superior no ‘campeonato’ dos municípios, o concelho entra numa nova fase. Ter mais de 100 mil eleitores significa uma nova realidade em termos administrativos e financeiros, daí o esforço, inglório, feito há alguns anos.

Em concreto significa a eleição de mais dois elementos para o executivo. Em vez dos actuais oito, além do presidente, serão eleitos dez vereadores, além do líder da autarquia. A lei eleitoral autárquica prevê ainda que a edilidade passe a ter três vereadores a tempo inteiro em vez do actual limite de dois. Mais importante para o concelho que as matérias organizacionais do município são os benefícios financeiros inerentes a esta ‘subida de divisão’. A lei das finanças locais estabelece mais verbas do Fundo Geral Municipal, do Fundo de Coesão Municipal e do Fundo Social Municipal.

Nas freguesias, todas registaram um aumento de cidadãos eleitores mas há a assinalar a mudança de escalão para duas das 17. Águas Santas passou a fasquia dos 20 mil eleitores e passará de 13 para 19 eleitos nas autárquicas de Outubro. Gueifães tem agora mais de 10 mil eleitores e mesmo que não haja incremento do número de eleitos, que é de 13 para freguesias entre os cinco e os 20 mil eleitores, o presidente da autarquia poderá passar a exercer o cargo a tempo inteiro, algo que é possível apenas onde há mais de 10 mil potenciais votantes.

A Maia não é caso único no panorama nacional. Esta semana o jornal Diário Económico adiantava a inscrição de 650 mil novos eleitores no território nacional, o que provocará uma subida do número de cargos políticos em, pelo menos, mais 500 postos.

(Notícia a desenvolver na edição desta semana de Primeira Mão)