Feira da Saúde em S. Pedro Fins com rastreios gratuitos

O auditório da Junta de Freguesia de S. Pedro Fins recebeu no Dia Mundial da Saúde, que se assinalou na passada terça-feira, mais uma Feira da Saúde.

Uma iniciativa do Gabinete de Psicologia e Acção Social da junta de freguesia, que proporcionou à população local rastreios gratuitos de diabetes, hipertensão, colesterol, conselhos de saúde oral, podologia, nutrição, osteopatia e anatomopatologia.

O objectivo é promover comportamentos mais saudáveis junto da população. “Penso que é uma forma de procurarmos sensibilizar a população para as questões da saúde, para as boas práticas no que respeita à alimentação e aos cuidados a ter com a saúde”, sublinhou o presidente da Junta de Freguesia de S. Pedro Fins, Joaquim Gonçalves. Mas não só. Outro dos objectivos do autarca é chamar a atenção das autoridades competentes para a necessidade de uma unidade de saúde na freguesia. Admite que no que se refere a serviços de proximidade, tem havido algum desenvolvimento no concelho. No entanto, considera que em matéria de serviços de saúde, a freguesia continua um “bocadinho desprotegida”. Por isso, diz que a iniciativa tem também o objectivo de chamar a atenção das autoridades competentes para aquela zona do concelho. Joaquim Gonçalves diz que é “latente” a necessidade de uma Unidade de Saúde Familiar em S. Pedro Fins.

“Esta é também uma forma de demonstrarmos que seria uma boa oportunidade de as autoridades olharem para esta realidade”, alertou. Sem unidade de saúde na freguesia, a população é obrigada a recorrer a pelos menos “três ou quatro unidades de saúde”, diz o presidente de junta. As mais procuradas são as de Águas Santas (Maia) e Ermesinde, já no concelho de Valongo. E são ainda confrontadas com a falta de transportes. “Há utentes que podem ter consultas em Águas Santas, Maia, Pedrouços, Ermesinde. A deslocação é um problema”, lamenta Joaquim Gonçalves. O presidente de junta já transmitiu essa necessidade junto das autoridades competentes. “O feed-back não tem sido negativo, mas como sou uma pessoa mais de acção do que palavras, espero que para além das palavras possa existir acção”, referiu.

Prova da necessidade de um equipamento de saúde mais próximo da população, está a grande adesão aos rastreios de saúde promovidos pela junta.

Fernanda Alves

Notícia para ler esta semana no Primeira Mão.