GAIL receberam 4716 pedidos de ajuda em 2008

Os Gabinetes de Atendimento Integrado Local, criados em 2007 pela Câmara Municipal da Maia, realizaram no último ano, 4716 atendimentos.

Com o aumento da crise económica e das dificuldades das famílias, adivinha-se que o número de famílias e idosos a recorrer a este serviço deverá ser ainda mais elevado.

Só nos primeiros dois meses deste ano, os gabinetes receberam 821 pedidos de ajuda.

Os GAIL entraram em funcionamento em Junho de 2007, e em apenas meio ano, foram efectuados 2500 atendimentos. Foram criados cinco núcleos descentralizados dos GAIL: Avale, Maia Leste, Vila do Castelo, Maia/Vermoim e Maia Norte. Para além dos gabinetes centrais, foram ainda criadas extensões em nove freguesias. Estruturas que têm como objectivo, servir as populações de todas as freguesias do concelho.

O número de gabinetes descentralizados aumentou para 10, há cerca de mês e meio, com a abertura da extensão de Águas Santas, em funcionamento nas instalações da associação “Os Vencedores de Sangemil”. Está integrado no GAIL da Avale, cujo pólo funciona nas instalações da Junta de Freguesia de Pedrouços. E é o único gabinete que não está a funcionar em instalações de juntas de freguesia.

A partir de 5 de Maio, abrirá a extensão de Vila Nova da Telha, situada no novo edifício da junta. Até agora, os residentes daquela freguesia tinham de se descolar até à Junta de Freguesia de Moreira, onde funciona o pólo do Gail Maia Norte.

Os gabinetes foram criados na sequência da implementação da Rede Social do concelho, “face à necessidade que os parceiros sentiram em criar um serviço de proximidade que viesse dar respostas aos problemas sociais da população”, explica Luísa Guimarães, responsável pelo Gabinete de Desenvolvimento Social e Acção Social. E foi com esse objectivo que em Junho de 2007, entraram em funcionamento os primeiros 15 GAIL.

Hoje, é o único município do país, de acordo com Luísa Guimarães, que está totalmente coberto com estas estruturas de atendimento de proximidade.

Nestes espaços, é trabalhada toda a problemática que antes estava dispersa por diversos locais, por uma equipa multidisciplinar, composta por técnicos sociais que “acolhem os utentes e fazem a triagem dos problemas”, refere Luísa Guimarães. São cerca de duas dezenas os técnicos ao serviços destes gabinetes, sendo que metade são disponibilizados pela câmara da Maia. Os restantes, são cedidos pelas entidades parceiras do projecto. Entre as quais, a Santa Casa da Misericórdia da Maia, Núcleo da Maia da Cruz Vermelha Portuguesa, centros de saúde e Centro Distrital de Segurança Social. Luísa Guimarães destaca ainda a vontade que tem sido manifestada por algumas entidades privadas, em fazer parte deste projecto. É o caso da Quintinha da Conceição, que em breve, será a primeira entidade privada a envolver-se neste trabalho de parceria.

“Ainda não assinou o protocolo, mas já disponibilizou dois técnicos que já estão a trabalhar no terreno e que vieram reforçar a equipa da AVALE”, adianta a responsável pelo Gabinete de Desenvolvimento Social e Acção Social.

Luísa Guimarães destaca ainda o trabalho e envolvimento das juntas de freguesia, na disponibilização das instalações e dos recursos humanos, neste serviço de proximidade.

A necessidade de apoios económicos, estão por detrás da grande procura destas estruturas, onde o trabalho dos técnicos não se limita apenas a dar resposta a essas solicitações.

É desenvolvido um trabalho de acompanhamento social, que tem como último objectivo a integração social das famílias e das pessoas. “O que se pretende é trabalhar a família e as pessoas num todo, criando com eles projectos de vida que venham a tornar autónomas essas mesmas famílias ou pessoas. Já lá vão uns anos em que era pedido o apoio, esse apoio era dado, e ficava-se por aí. Agora não”, sublinha a responsável do Gabinete de Desenvolvimento Social e Acção Social. Em cada caso, é feito um diagnóstico da situação. Na sequência desse trabalho, muitas das vezes, acabam por ser detectados outros problemas que estão por detrás das dificuldades económicas, e que serão trabalhados pelos técnicos em conjunto com os utentes. “Pode haver problemas de habitação, educação, emprego, qualificação. A família vai ser sempre acompanhada de forma a autonomizar-se. É isso que nós pretendemos”, explica Luísa Guimarães.

O atendimento e acompanhamento social é composto por quatro fases: o acolhimento (identificação, triagem e encaminhamento), atendimento (caracterização, diagnóstico e plano de intervenção), negociação (definição de recursos, contratualização), e execução (acompanhamento e avaliação).

Fernanda Alves