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Câmara cede instalações para sede do Instituto Cultural da Maia

A Câmara Municipal da Maia e o Instituto Cultural da Maia deverão assinar, em breve, um protocolo de entendimento com vista à cedência, por parte da autarquia, de um espaço para a sede do Instituto Cultural da Maia. A novidade foi avançada pelo próprio presidente da câmara, Bragança Fernandes, na cerimónia do sexto aniversário daquela instituição, que recentemente viu atribuído pelo Governo o Estatuto de Utilidade Pública.

De acordo com o presidente do instituto que, para já, prefere não revelar a localização exacta da futura sede, as instalações municipais situam-se no centro da cidade da Maia, com cerca de 200 m2, e com espaço suficiente para concentrar no mesmo local todas as actividades do instituto. Neste momento, as aulas estão distribuídas por oito espaços diferentes.

Ainda não há uma data definida para a assinatura do protocolo de cedência das instalações, no entanto, Raul da Cunha e Silva acredita que o acto deverá acontecer muito em breve. E espera que o próximo ano lectivo arranque já nas novas instalações. “Há de ambas as partes um grande interesse em dar os passos necessários para que o instituto possa fazer a abertura do novo ano escolar no novo espaço”, diz Raul da Cunha e Silva. Mas, até lá, “ainda há um longo caminho a percorrer”, uma vez que o instituto terá ainda de adaptar e equipar as instalações. “Vamos procurar arranjar sinergias para adquirir o equipamento, porque não temos assim grandes fortunas”, adiantou.

Contando já com mais de 190 inscritos, o instituto é frequentado por alunos com uma idade média de 60 anos, “embora a idade que mais se repete seja 59 anos”. Mais de metade dos alunos vivem nas freguesias da Maia, Vermoim e Gueifães. A maior parte, é residente na freguesia da Maia (71). Cerca de 95 cento dos alunos encontram-se em situação de aposentação.

Seis anos a dar “alegria e bem-estar”

Numa altura em que o instituto completa seis anos de existência, Raul da Cunha e Silva, presidente da direcção e um dos fundadores, faz um balanço “positivo” do trabalho que a instituição tem vindo a desenvolver. Durante a cerimónia de aniversário, o dirigente lembrou o que foi o início do instituto e o que é agora. “Começamos do zero e estamos agora com quase 200 alunos. Quando foi feita a escritura, em 12 de Abril de 2003, não tínhamos nenhum aluno. Com o apoio da Câmara Municipal da Maia na pessoa do seu presidente, Bragança Fernandes, começamos a trabalhar no início de Outubro com cerca de 30 a 40 alunos”, lembra.

Hoje, o número de alunos chega quase às duas centenas. “Só não temos mais, porque estamos a trabalhar em oito sítios limitados. Temos de limitar a inscrição das pessoas”, diz o presidente da direcção do Instituto Cultural da Maia. Em lista de espera estão já várias pessoas que aguardam uma oportunidade para se inscreverem.

Fernanda Alves