Francisco Louçã na apresentação dos candidatos à Maia

O coordenador da Comissão Política Nacional do Bloco de Esquerda (BE) veio ontem à noite à Maia apresentar os primeiros candidatos do partido à Câmara Municipal da Maia e à Assembleia Municipal da Maia, respectivamente, Silvestre Pereira e Francisco Amorim.

Estes são, aliás, os dois elementos do BE no actual mandato autárquico, tendo o Bloco ficado perto da eleição de um vereador. Esse é o desígnio do partido para as autárquicas deste ano, na Maia. Para isso, Francisco Louçã sublinhou a aposta na experiência dos dois militantes e na sua capacidade na promoção da democracia:

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Cabeça-de-lista à Câmara da Maia, Silvestre Pereira considerou “decisiva” a eleição de um vereador do BE no concelho e elencou as prioridades da candidatura para a Maia, num programa que admitiu ser “ambicioso” e de “ruptura” com o actual executivo. Mas consciente que o município “precisa de outra atitude na gestão autárquica”. Já o candidato à Assembleia Municipal da Maia, e actual deputado, apelou ao voto no sentido de eleger mais do que dois deputados, de forma a “engrandecer o Bloco de Esquerda na Maia”.

No encontro que decorreu no Pequeno Auditório do Fórum da Maia esteve ainda Teixeira Lopes, membro da comissão política do Bloco e candidato do partido à Câmara Municipal do Porto. E, entre os convidados, o independente Pinho Gonçalves, presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova da Telha. Curiosamente, na noite em que Francisco Louçã anunciou a intenção de convidar cidadãos independentes para as listas do Bloco de Esquerda, neste que é um ano de três actos eleitorais: europeias, autárquicas e legislativas.

“Apagão” de desempregados

Nesta passagem pela Maia, o líder do Bloco de Esquerda comentou o “apagão” dos 15 mil desempregados dos ficheiros do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). Sobretudo por ter acontecido na véspera da divulgação dos dasdos.

Rejeitando a versão do Governo, de que foi um “erro”, Francisco Louçã afirmou que quem apagou os dados foi o gestor do sistema e denunciou que esta é prática comum no actual Governo socialista:

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Francisco Louçã reservou para hoje a divulgação desses documentos.

Marta Costa

(Notícia a desenvolver na edição de sexta-feira de Primeira Mão)