Maiact ultrapassa expectativas

O Vereador da Juventude da Câmara Municipal da Maia, e responsável pela organização do Maiact, Hernâni Ribeiro, fala numa superação das expectativas criadas para a edição deste ano do festival maiato da juventude: “Acho que o evento ultrapassou as expectativas que foram sendo criadas para a edição de 2009. O ano de 2008 foi o ano zero, o ano de arranque deste festival da Juventude e durante todo o ano eu sentia uma grande expectativa por parte dos jovens, quer pelas abordagens que me faziam pessoalmente, quer por e-mails que fomos recebendo, ou pelo que fomos observando em blogs. Foram criadas grandes expectativas sobre o que ia ser o Maiact 2009 e penso que as superamos totalmente”.

Hernâni Ribeiro fala também de um aumento de público: “Pela zona dos concertos passaram cerca de 30 mil pessoas, o que é um grande aumento. Por exemplo, no primeiro sábado estivemos praticamente cheios, tal como na quarta-feira, com Slimmy e X-Wife. O maior pico de assistência aconteceu na quinta-feira e sexta-feira, em que tivemos, inclusive, de fechar os portões do Maiact, algo que nunca tinha acontecido, e as pessoas que ficaram cá fora tiveram que ver os concertos nos ecrãs gigantes. O recinto suporta 6500 pessoas e só por aí já dá para perceber a dimensão que teve o festival. Os dias mais fracos foram os do concurso de bandas de garagem, que para além de ser numa segunda e terça-feira, atrai um público muito específico”.

Em relação à zona Animax, Hernâni Ribeiro diz que “houve uma grande afluência, que não dá para contabilizar por estar instalada no Parque Central”. O vereador salientou também a realização do Maia Handball Cup na mesma semana do festival da Juventude: “Os atletas que estiveram no Maia Handball Cup puderam participar tanto na zona Animax, como nos concertos. São dois eventos que cohabitam com algumas sinergias. O torneio, que até traz delegações estrangeiras, contribui para um ambiente de festa que se sente nessa semana na cidade da Maia”.

O Maiact, festival da juventude da Maia, realizou-se na passada semana, entre 18 e 25 de Julho, no Complexo de Ténis da Maia. Do cartaz constavam nomes de diversos artistas portugueses de renome, como Blasted Mechanism, Jorge Palma, Moonspell ou Da Weasel, e de outros à procura da fama, como Slimmy, X-Wife, ou os participantes no concurso de bandas de garagem. Paralelamente, o festival contou com a zona Animax, instalada no Parque Central da Maia, que esteve aberta durante todos os dias do evento, entre as 14h00 e as 22h00, e onde as pessoas que por lá passaram puderam participar em inúmeros actividades de desportos radicais e cultura urbana.

Apesar da grande adesão que teve este ano, o vereador da Juventude do executivo maiato não pensa numa mudança do conceito do festival: “Nós apostámos num conceito de bandas portuguesas, em convidar os melhores portugueses em cada estilo de música. Penso que, este ano, tivemos cá os melhores, há outros que fazem tão bem, mas melhor acho que não. E em relação a esse conceito, penso que atingimos o limite já na segunda edição e isso é bom”.

Hernâni Ribeiro não admite também uma mudança de espaço: “Penso que não é fácil haver uma mudança do espaço porque nós quando escolhemos o Complexo Municipal de Ténis, fizémo-lo por alguns motivos. O primeiro tem a ver com a comodidade dos munícipes para oito dias de concertos, ali têm algo que não dava para ter num recinto ao ar livre. Em segundo lugar devido à incerteza das condições atmosféricas porque, por exemplo, na quarta-feira choveu, em pleno fim de Julho. Portanto é muito difícil conseguir-se uma semana sempre com bom tempo em que não seja preciso cancelar concertos, daí o recinto ser o ideal. Em terceiro lugar penso que é impossível encontrar na Maia um recinto com as condições do Complexo de Ténis para se montar um evento deste género. Por isso tem que ser tudo muito bem pensado, tanto em termos de outros formatos como de espaços. Eu penso que este formato funcionou e as pessoas da Maia aderiram. Se um conceito funciona também não precisa de estar sempre a crescer. Acho que este é o ideal. Para o ano podemos manter e simplesmente convidar outras bandas. É um evento que já tem reconhecimento a nível nacional e, em dois anos, já tem uma implementação muito forte na área metropolitana do Porto. Acho que já estamos com a dimensão desejada, quando eu programei o festival da juventude, em 2008”, concluiu.