Parque Urbano a nascer nos Maninhos

Em Setembro, deve estar concluída a primeira fase do Parque Urbano dos Maninhos, em Vermoim. As obras já começaram, numa área com cerca de sete mil metros quadrados, na margem esquerda da Ribeira dos Mogos. A nascer a pouco mais de mil metros do centro da cidade, este parque “terá uma grande importância para os habitantes desta freguesia e das freguesias próximas”, pode ler-se na memória descritiva e justificativa do projecto, disponível no sítio da Internet da Junta de Freguesia de Vermoim.

A entrada para este Parque Urbano dos Maninhos vai fazer-se a Norte, pela Rua Altino da Silva Gomes, junto ao estacionamento existente, mas os planos apontam para o seu alargamento, a Oeste, para um terreno que está por esta altura “abandonado”. Tal como estava abandonado o terreno em que decorre a primeira fase da intervenção, que “terá sido um campo agrícola”, pode ler-se no documento. O alargamento deste parque já foi previsto na revisão do Plano Director Municipal da Maia. No diploma publicado a 26 de Janeiro no Diário da República, uma das Unidades Operativas de Planeamento e Gestão (UOPG) diz respeito a uma área aproximada de 2,6 hectares, que “tem como objectivo a ampliação do parque urbano dos Maninhos, a ser continuado até à Rua do Santo Condestável”.

A proposta de intervenção assenta em princípios como a manutenção de valorização da galeria ripícola da ribeira, a par do aumento do interesse florístico e da biodiversidade do espaço. Daí que esteja previsto um reforço da galeria, através da plantação de espécies como freixos, amieiros e borrazeiras-negras. Sem esquecer, noutros pontos do parque, que serão plantados loureiros, choupos e bétulas. Mas é também considerado essencial transformar o terreno “num espaço com mais interesse morfológico e visual”.

A Memória Descritiva e Justificativa sublinha ainda a aposta na vegetação, essencialmente, autóctone, de forma a “minimizar custos de manutenção e rega assim como assegurar uma maior adaptabilidade às condições edafo-climáticas do local”.

Descanso e lazer

Um espaço de lazer e de descanso é o que se pretende deste Parque Urbano dos Maninhos. Ali vão coexistir áreas verdes e frescas com espaços lúdicos onde poderão até ser colocados equipamentos de diversão para as crianças, sobre um piso contínuo de borracha “para garantir a segurança das brincadeiras na zona lúdica”. A 11 de Julho, no final da inauguração do Parque Infantil do Parque Central da Maia (o 34º de 40 que a autarquia prevê inaugurar até ao final do mandato), já o presidente da Câmara Municipal da Maia tinha anunciado a intenção de aumentar o parque infantil existente na zona até à Rua 5 de Outubro. “E vamos tentar colocar ainda outro parque infantil para servir toda aquela zona urbana, aquela população que lá reside”, acrescentou Bragança Fernandes

O piso de borracha usado para a área lúdica não será o único tipo de pavimento no parque. Serão utilizados mais três, consoante as áreas e o objectivo de cada uma delas, isto é, “com desempenhos adaptados às funções projectadas”. Para caminhos com declive moderado, a opção recaiu sobre o “saibro agregado do tipo ‘activ.sol’”. Na cota baixa do terreno, a aposta é no “terraway”, já que fica sob o coberto arbóreo da galeria ripícola, mantendo-se assim a permeabilidade da superfície. Falta apenas enumerar o “toutvenant compactado”, a colocar nos caminhos informais de pé posto, para criar trilhos que se fundem com a envolvente e que não representam um investimento demasiado avultado.

Foi também a pensar na economia de recursos que se desenhou o sistema de rega deste Parque Urbano dos Maninhos. Para além do recurso a aspersores de maior alcance, optou-se por colocar o sistema apenas nas zonas do parque com maior actividade. Falamos das “zonas interiores do parque que concentram as funções de zona lúdica e campo informal”.

Marta Costa

Números do projecto

Área total do projecto – 7000

Área de pavimentos – 863

Área de plantações – 2800

Área de sementeiras – 4000

(em metros quadrados)