Opinião Luís Miguel Dias: “Direito de repor a verdade”

Fui surpreendido na leitura do Jornal Primeira Mão da passada semana com as declarações transcritas numa caixa com o título “Renovação” sobre a entrega das listas do PSD Maia candidatas às próximas eleições Autárquicas.

A surpresa foi tal que fez com eu lesse mais atentamente a notícia e, no decurso da leitura atenta da mesma, o aumento da surpresa consubstanciou o artigo que estará a ler neste momento.

Surpreso fiquei quando li, nas declarações do Sr. Luciano Gomes, que a saída de alguns deputados, nos quais estou incluído, se “justificar com a preferência por não candidatar pessoas com vínculo a empresas municipais ou organismos semelhantes”.

Ora, ao contrário de deputados que exerceram funções no passado, deputados que exercem ainda funções neste mandato e candidatos nas listas entregues pelo PSD Maia, eu não tenho qualquer vínculo, nem nunca tive, durante o exercício de funções autárquicas, qualquer vínculo com a Câmara Municipal, Serviços Municipalizados da Maia, Empresas Municipais ou afins. Não tive, nunca quis ter e ainda bem porque pelos vistos alguns diabolizam verbalmente esses vínculos para na prática os promoverem. Já dizia o ditado “olha para o que eu digo e não para o que eu faço”.

Este remoque de consciência é, talvez quem sabe, saudável. Pena é que não seja integral e que não tenha acontecido nos últimos 20 anos (pelo menos), visto que a pessoa que o teve foi, como agora, responsável pela elaboração das listas nestas ultimas décadas.

Voltando atrás, e porque “quem não se sente não é filho de boa gente”, gostava ainda de esclarecer o leitor atento que sou empresário no concelho da Maia e, além de não ter tido os vínculos referidos atrás, orgulho-me de poder dizer alto e a bom som que a minha empresa nunca teve relações comerciais com a Câmara da Maia e, pelo contrário, tem dentro das suas possibilidades apoiado iniciativas camarárias de cariz cultural.

Fui eleito Deputado Municipal com a consciência que os cargos políticos devem ser encarados com uma perspectiva transitória e com abnegação e empenho.

No desempenho do meu mandato procurei, dentro das minhas possibilidades, prestigiar aqueles que em mim votaram: os Maiatos.

Saio de consciência tranquila e, como militante obediente que sou, vou como sempre defender e apoiar aqueles que desempenham cargos políticos eleitos pelo PSD. No entanto, não poderia deixar de fazer este reparo e esta correcção ao que li neste mesmo jornal.