Opinião Adão Bastos: “Pagadores de Promessas”

Aproximam-se Actos Eleitorais importantes para o País e para os Portugueses. Os responsáveis políticos em fim de mandato multiplicam iniciativas e inaugurações, sempre profusamente anunciadas e publicadas, querendo em poucos dias cumprir promessas até agora “esquecidas” ou arrumadas, retomando as que lhes parecem de maior impacto mediático!

É assim, com todos, de todos os Partidos, em todas as Eleições, Legislativas, Autárquicas ou outras! De bom é que pelo menos nestas alturas algo se faz que pelos e para os Cidadãos Eleitores.

Evidentemente interessado na política nacional é contudo a “política de trazer por casa”, a que respeita às Autarquias e muito especialmente à Maia, concelho e Freguesia que mais me motiva e envolve.

E na Maia, que vemos e lemos? Todos os dias de fim-de-semana há inaugurações! E mais, como se fora obra feita anunciam-se e quase se pré-inauguram projectos a concluir até final do ano, daqui a um ano, dezoito meses, etc.

Limpam-se arruamentos e cuidam-se espaços até agora abandonados (como foi oportuno o Protocolo que a Junta da Maia celebrou recentemente com o Centro de Emprego para Formação/Novas Oportunidades de 20 jardineiros: espero que desta vez a prometida reimplantação de árvores no Chantre seja efectivada; já reparei que o Parque infantil está fechado para obras; claro!…e espero que até às Eleições a Freguesia esteja um verdadeiro jardim…).

Bem diz o povo na sua sabedoria: não há fome que não dê em fartura!

No final de quatro anos em que grandes objectivos ficaram adiados – o Hospital, o arranque do projecto do Parque Maior e requalificação do Bairro do Sobreiro, por exemplo – a Câmara promove inaugurações de Parques Infantis e de Edifícios-Sede de Juntas de Freguesia e anuncia hortas de subsistência para famílias carenciadas e um novo Parque Urbano, nos Maninhos…

Tudo bem, assim seja. Desde que os Parques Infantis sejam vigiados e cuidados, sempre – não só em tempo de Eleições. E, na minha opinião, sejam complementados com criação de mais espaços verdes, abertos, com equipamentos de lazer e desporto onde as Famílias – do neto ao avo – possam conviver. Entre si e com as Outras porque se algo falha na Maia é certamente a participação cívica e só com espaços e políticas que convidem e atraiam a população, os novos e antigos habitantes poderão integrar a nossa vida social, política, cultural e económica e deixarão de ser apenas residentes com número de Eleitor.

Quanto aos novos edifícios das Juntas de Freguesia: certamente havia carências e os novos espaços permitirão dar vida a Centros Cívicos de qualidade. Mas a Câmara tem de continuar a apoiar os autarcas das Freguesias para que esses edifícios não se transformem em focos de despesismo sem sentido. Há necessidade de rede de creches e infantários públicos que esses espaços podem eventualmente dinamizar e integrar.

Daí também me parece a opinião de que actualmente o edifício-sede da Junta da Maia não tem espaço nem condições adequadas às actividades que requer. Não é possível um espaço vivo, pujante de realizações como, por exemplo, verifico quando visito o meu Camarada Mário Gouveia e a Junta de Milheirós: ali as crianças, as famílias e os idosos têm espaço e condições onde a Junta promove actividades de lazer, educação, formação e cultura, apoio à saúde, etc.

Aliás o reconhecimento de que as instalações da Freguesia da Maia já não servem foi a inauguração do GAR (Gabinete Apoio ao Residente) numa cave junto à Feira e onde se reinstalaram serviços importantes. Por isso defendo e espero o redimensionamento do edifício e requalificação do espaço envolvente, já no próximo mandato. A Junta tem obrigação de junto da Câmara requerer o apoio que tem sido dado às outras Freguesias do Concelho.

Um autarca atento aos seus Fregueses e à evolução da sociedade, procura e encontra Novas Ideias para com muito Trabalho promover e garantir o bem-estar e a qualidade de vida dos seus Fregueses.

E não há evolução e progresso sem mudanças, sem capacidade para se estar atento a novos desafios e actuar de conformidade. Por isso nenhum mandato pode ser apenas de consolidação ainda que ao fim de 20 ou 30 anos de sucessivos mandatos! Basta pensarmos nos grandes desafios de carácter social que nos traz o combate à crise e suas consequências, como o desemprego para logo nos envolvermos na busca de soluções capazes e adequadas. Mas para isso é preciso ter vontade, disponibilidade e conhecimento.

Na Maia, concelho e Freguesia, a avaliação do desempenho dos autarcas no poder tem de ser feita atendendo à oportunidade que tiveram de desenvolver trabalho ao longo de vários mandatos. Será que este poder actual não se tornou rotineiro e sem ideias na gestão dos interesses dos Maiatos? Será que tem governado para todos sem privilegiar elites ou facções que lhe são mais próximas ou independentemente da pressão de individualidades ou associações que tentam impor os seus interesse particulares?

É por isso que as próximas Eleições Autárquicas serão uma oportunidade de mudança., Acredito que na Maia, Concelho e Freguesia, o projecto do Partido Socialista com Novas Ideias e Mais Trabalho (gerindo o Presente numa perspectiva dum Futuro sustentável que garanta a qualidade de vida dos Maiatos) tem todas as condições para ser vencedor.

Até lá, boas férias

Deputado na Assembleia de Freguesia da Maia

Membro da Comissão Política Concelhia do PS-Maia