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Tecmaia assina protocolo com Banco Africano de Investimentos

O Tecmaia – Parque de Ciência e Tecnologia da Maia e o Banco Africano de Investimentos Europa assinaram na sexta-feira da semana passada, um protocolo de cooperação institucional. O objectivo é facilitar o acesso de empresas portuguesas da área das novas tecnologias ao mercado africano.

 

De acordo com o consultor da Administração do BAI Europa, Tavares Moreira, trata-se de um banco angolano que está implantado em Portugal já há alguns anos. “É um banco sólido, que tem gosto de ser eficiente” e que aproveitou esta oportunidade de celebrar um protocolo com a Tecmaia, “uma plataforma empresarial importante e prestigiada e também ela muito eficiente”.

A ideia do protocolo, acrescenta o consultor, é proporcionar condições para que o BAI venha a apoiar empresas do parque tecnológico que estejam interessadas em realizar negócios com Angola, em ter relações económicas, no sentido “de lhes facilitar a vida e criar condições para que tenham sucesso nessas oportunidades de negócio com Angola”.

Tavares Moreira recorda que hoje Angola é uma economia em transformação, que ainda não é uma economia em desenvolvimento mas ”com um potencial muito grande para as empresas portuguesas dos mais variados sectores de actividade, desde as actividades primárias até aos serviços”, justifica. Mas, acrescenta, é uma economia com riscos e, portanto, “convém que as empresas que lá venham a estabelecer relações ou negócios da mais variada natureza tenham sempre algum apoio com o qual possam contar para desenvolver essa actividade com sucesso e conheçam bem os riscos que vão enfrentar”. Diz Tavares Moreira que o BAI tem este papel de ser um parceiro do Tecmaia no sentido de dar apoio às empresas que aqui estão instaladas e que tenham condições e oportunidade de realizar negócios com Angola. “A ideia é dar-lhes o melhor apoio para que tenham sucesso nessa nova vertente dos seus negócios e nós estamos disponíveis para as financiar, para lhes dar conselhos, para os informar, para lhes proporcionar um conjunto de serviços que sejam um verdadeiro valor acrescentado para que essas empresas possam encontrar nesse mercado uma oportunidade”.

Tavares Moreira afirma que Angola tem sido procurada pelas grandes empresas portuguesas porque a economia está “estagnada” em Portugal e na Europa. Portanto, “a única hipóteses das nossas empresas arranjarem trabalho é indo para o estrangeiro, neste caso, para as nossas ex-colónias”.

O presidente da Câmara Municipal da Maia e presidente do Tecmaia, Bragança Fernandes, agradeceu a “confiança” que o BAI depositou no Parque de Ciência e Tecnologia. “É, de facto um bom investimento para o futuro e para as empresas que se vão sediar no Tecmaia porque elas realmente precisam de ajuda, algumas dela precisam de crédito”.

O autarca da Maia recorda que o Tecmaia tem cerca de 60 empresas, e que pretendem alcançar um horizonte de dois mil trabalhadores no ano de 2010 e que isso poderá acontecer em breve. Para justificar a sua previsão apontou os “três grandes contratos com três grandes empresas”, firmados recentemente. Uma das empresas é a Adidas, cujo Centro de Negócios da Europa vai ficar instalado na Maia. Também a Infinion, que estava na Quimonda vai mudar-se para o parque tecnológico, assim como o Pólo de Competitividade da Saúde, “era um pólo que estava na CCRN e que agora vem para a Maia”.

Isabel Fernandes Moreira