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Festival de Aeromodelismo em Vilar de Luz

O Aeródromo Municipal de Vilar de Luz acolheu, no passado fim-de-semana, o 1º Festival Internacional de Aeromodelismo da Maia, numa organização conjunta da Câmara Municipal e da Liga de Iniciação e Propaganda da Aeronáutica (LIPA). O pedido surgiu por parte da edilidade, a Liga decidiu aceder e organizar aquele que será “certamente” o primeiro de muitos festivais que serão realizados na Maia, afirma o presidente da LIPA, António Varziela.

 

Inicialmente contavam com a participação de 30 pilotos, oriundos de clubes nacionais, de Norte a Sul do país, e espanhóis, mas acabaram por contar com duas ou três baixas de última hora. António Varziela reconhece que o número de participantes poderia ser mais elevado, no entanto, “é muito difícil arranjar uma forma de pôr sempre a voar alguém, é praticamente impossível, porque há uma frequência rádio a respeitar, porque há imprevistos e o motor não pega à primeira”, justifica. Mas acredita que se “abrissem a pista” teriam mais gente a participar. Nesta primeira edição tiveram presentes três pilotos espanhóis, mas a ideia da organização, numa próxima edição passa por diversificar a presença de outros países europeus.

Os pilotos demonstraram da forma mais abrangente o aeromodelismo nas suas vertentes mais tecnológicas sob controlo via rádio. O festival proporcionou ao público a oportunidade de apreciar helicópteros e aviões em voo à escala e em voo acrobático, aviões movidos a turbina (jacto), planadores rebocados por avião (radiocontrolados) e uma panóplia de motoplanadores eléctricos de competição, simultâneos na saída e tão simultâneos quanto possível na aterragem. “Tentamos fazer uma apresentação mais abrangente possível”, afirmou.

De acordo com o presidente da LIPA há, “felizmente”, cada vez mais adeptos do aeromodelismo. Acredita que a modalidade está a mudar. Recorda, por exemplo, que quando se iniciou no aeromodelismo praticamente elaboravam tudo desde o desenho. Hoje em dia, “muitas das máquinas que estão a voar chegam praticamente prontas ao piloto e isso muda um pouco a filosofia do desporto”. António Varziela acrescenta ainda que há cada vez mais jovens pilotos, o que para si é sinal de que a modalidade tem o futuro assegurado.

No final, o presidente da Lipa afirmava que não tendo sido brilhante, o primeiro festival foi “algo que se fez com dignidade e que cumprimos, de algum modo e assim fico à espera que organizar a segunda edição no próximo ano, provavelmente até com a presença de mais pilotos estrangeiros”.

Isabel Fernandes Moreira