Mais de 1000 pessoas a pedalar na Maia

Graças a uma organização conjunta da Câmara da Maia e da União Ciclista da Maia, a manhã do passado domingo foi diferente para mais de 1000 maiatos. Estiveram a pedalar pelas ruas do concelho, mas sem fins competitivos. Foi pelas 10h00, já com o sol a "fazer das suas", que os ciclistas partiram para os cerca de 15 quilómetros do percurso em ritmo de passeio. Da Via Periférica para a Rotunda do Lavrador, Gueifães, Milheirós e Nogueira da Maia. Até aqui, tudo tranquilo no pelotão. O pior estava para vir: a subida da Avenida D. Manuel II, rumo ao centro da cidade.

 

A liderar o pelotão da prova de cicloturismo "Maia, 1000 a pedalar", seguiam vários elementos da autarquia maiata. Junto ao presidente da câmara, Bragança Fernandes, seguiam os vereadores Paulo Ramalho, Nogueira dos Santos e Hernâni Ribeiro. A eles juntou-se ainda o presidente da União Ciclista da Maia, Paulo Couto.

O desnível da Avenida D. Manuel II, depois da rotunda de acesso à A41, não tirou o fôlego ao presidente da Câmara da Maia que, no fim da "corrida", revelou que é "um homem desportista por natureza". Acrescentou ainda que "a subida custou um bocadinho mas não foi assim tanto". Bragança Fernandes mostrou-se satisfeito ao ver a adesão em massa da população à iniciativa e, sobretudo, contente por tudo ter corrido pelo melhor: "não foi preciso chamar ambulâncias, correu tudo muito bem".

A prova de cicloturismo "Maia, 1000 a pedalar" esteve aberta a todos. Para um dos participantes, com mobilidade reduzida, foi construído um veículo adaptado e feito à medida. À medida de Rogério Gonçalves, que se mostrou satisfeito com a aposta municipal no desporto adaptado. "É de louvar a Câmara da Maia apostar no desporto para deficientes". Rogério Gonçalves não sentiu muitas dificuldades durante a prova, mas sugere pequenas alterações ao percurso, que "podia ter menos subidas e menos paralelo". Apesar dos solavancos e da inclinação, Rogério Gonçalves destacou ainda a solidariedade dos outros participantes, que o ajudaram a "trepar" algumas partes da corrida menos fáceis.

Um testemunho de força de vontade, até porque depois do fim da corrida de Rogério Gonçalves, continuavam a chegar à Praça Dr. Vieira de Carvalho os ciclistas menos apressados.