Bragança Fernandes prometeu seriedade, humildade e responsabilidade

Tal como tinha acontecido na apresentação dos candidatos do PSD, também foram muitos os que quiseram associar-se à inauguração da sede concelhia de campanha da candidatura social-democrata à Maia. Ao ponto de se revelar pequeno o espaço que ocupa há uma semana no número 76 da Rua da Santa Casa da Misericórdia da Maia, mesmo no centro da cidade. Entre os convidados de honra, destaque para o vice-presidente da Comissão Política Nacional do PSD e primeiro candidato à Assembleia da República pelo círculo eleitoral do Porto, José Pedro Aguiar Branco. Apesar de estar prevista a presença do líder da distrital social-democrata, Marco António Costa.

 

Meia hora depois do agendado, José Pedro Aguiar Branco e o candidato do PSD à presidência da Câmara Municipal da Maia, Bragança Fernandes, acompanhados pelo director de campanha, Hernâni Ribeiro, abriam oficialmente a sede da candidatura que tem como lema “Pela Maia, por Si”. E assim marcaram o arranque da pré-campanha “laranja”, que Bragança Fernandes garantiu que será conduzida “com seriedade, com humildade e com grande sentido de responsabilidade e de respeito para com a opinião de todos”. Antes das autárquicas, onde espera que o PSD “conquiste, de forma clara, o maior número de municípios do país”, o partido está apostado em vencer as eleições legislativas de 27 de Setembro. E aproveitando a presença do primeiro candidato pelo Porto, o candidato à Maia garantiu que “pode contar com a Maia”.

Num concelho onde encontra “características fundamentais para um bom arranque da candidatura”, José Pedro Aguiar Branco apresentou a Maia como exemplo do “Portugal real”, com os apoiantes a marcarem presença “espontaneamente” e onde “as promessas são cumpridas”. No pólo oposto, está aquilo que designou de “Portugal de encenação”, “aquele que precisa convocar jovens para receber os Magalhães”, exemplificou. Mas acrescentou ainda o caso mais recente, no Hospital de Seia, onde “se colocam camas para encenar a apresentação e depois se retira para que vá, de novo, para o respectivo proprietário”.

Pela segunda vez na Maia, o candidato a deputado formulou ainda o desejo de regressar ao concelho, em representação oficial do Governo – que espera social-democrata – para a tomada de posse daquele que espera ver reeleito como presidente da Câmara da Maia, Bragança Fernandes. Mas o que mais deseja José Pedro Aguiar Branco é que 2009 seja “o ano do tri do PSD”. Ainda que dito em tom de brincadeira, tem um objectivo bem definido: vencer as legislativas e as autárquicas, depois do PSD ter saído vencedor das eleições europeias.

Combater a abstenção

O líder da JSD da Maia foi o primeiro a intervir na primeira acção desencadeada na sede de campanha. Paulo Resende dirigiu-se a Bragança Fernandes como “um homem excepcional, que acredita na juventude, nas suas capacidades e nas suas propostas”, dando como exemplo a escolha de Hernâni Ribeiro para o pelouro da Juventude, no mandato que está prestes a terminar. Mas classificou também o candidato à autarquia como “um político combativo e de proximidade”. Não faltaram os elogios a Luciano da Silva Gomes, cabeça-de-lista à Assembleia Municipal da Maia, e com uma “ilimitada” disponibilidade para servir o concelho. Paulo Resende manifestou-se ainda satisfeito com a integração de 80 jovens com idade até 30 anos nas listas aos órgãos autárquicos, como resposta aos apelos lançados pela JSD da Maia.

Para Luciano da Silva Gomes, a inauguração da sede foi vista como o acender de “um farol que permanecerá aceso neste local, como um sinal de esperança para todos nós, candidatos, mas sobretudo para todos aqueles maiatos de nascimento ou que adoptaram esta terra para viver e que nos ajudaram a construí-la”.

Em todas as acções desenvolvidas por esta candidatura do PSD às autárquicas de 11 de Outubro se têm ouvido apelos para que as pessoas vão votar e para a necessidade de combater a abstenção, considerada pelos sociais-democratas como “o maior adversário” neste sufrágio. Fizeram-se também ouvir na sexta-feira, pela voz de Paulo Resende, mas também de Luciano da Silva Gomes.

Mas porque José Pedro Aguiar Branco vê no PS esse “principal adversário” do PSD, não perdeu a oportunidade de ser referir à oposição. Fê-lo na sequência das duas vezes em que, durante a intervenção de Bragança Fernandes, a luz foi abaixo na sede de campanha, afirmando que “deve ser o silenciamento do PS”.

Marta Costa