24 horas de Slot Car no pavilhão da Nortecoope

O pavilhão da Nortecoope acolheu, no início do mês, 24 horas de Slot Cars. Uma espécie de 24 horas de Le Mans, a mais antiga e a mais prestigiada corrida de resistência para carros desportivos e protótipos, só que neste caso a prova realiza-se numa pista de carros para crianças. De resto, durante as 24 horas de prova não falta adrenalina, disputa e competição.

Nas 24 horas Slot Cars o organizador garante que se vive mesmo os ambiente das 24 horas de Le Mans, “só que à escala”, isto é, “a dividir por 32 porque os carros são de escala 1/32”. “É uma competição em que, quando as equipas arrancarem vão estar em disputa durante 24 horas, vão revezando porque cada equipa é composta por seis elementos, para conduzir, para mudar pneus, para concertar avarias”.

E durante a noite, até se simula a corrida nocturna. Esta recreação do período nocturno é eleito pela organização como sendo o ponto alto da prova. “Fez-se funcionar a noite lá de fora dentro pavilhão reduzindo quase eliminando a iluminação do pavilhão, o circuito está equipado com pequenos lampiões que sinalizam as curvas, servem como referência e os carrinhos têm faróis e luzes de stop, que permitem a localização em pista

Chama-se “Slot Cars” porque os carros são guiados na pista através de uma pequena guia que entra na calha e os mantém na pista, desde que os pilotos não cometam excessos e não acelerem demasiado nas curvas. Digamos que se trata de uma modalidade que resulta “de uma melhoria significativa das pistas de carros para crianças”, explica o organizador da iniciativa, José Ferreira.

De acordo com o organizador, actualmente o desporto já não é “grande” novidade nem em Portugal, nem no mundo. É que já se passaram cerca de cinco décadas desde que o desporto foi inventado e os graúdos brincam com carrinhos de pista

Para a edição deste ano inscreveram-se 24 equipas. A organização contava com uma equipa de São Paulo, no Brasil, mas acabou por não poder estar presente. No entanto, com as que estiveram foi “uma belíssima prova”, garante o organizador.

Quando há seis anos organizou a primeira edição, José Ferreira não sabia com o que contar em termos de participantes. Mas a verdade é que logo no primeiro ano chegaram às 14 equipas participantes. No ano seguinte subiu para as 16. A partir daí, “foi sempre a aumentar”. “Depois fizemos dois anos com 32 equipas, passamos dois anos em que a situação económica não era a melhor e esta tem algum peso porque há menos disponibilidade financeira e o número baixou um pouco”.

Isabel Fernandes Moreira

Reportagem Vídeo