,

Cooperativa Agrícola com instalações remodeladas

A Cooperativa Agrícola da Maia inaugurou, no domingo, a remodelação das suas instalações. Para assinalar a data, para além de descerrar a placa que fica para contar a história, a cooperativa, que este ano comemora o 34º aniversário, convidou os associados e amigos para um almoço de confraternização. “No fundo é uma festa da Maia. É dos associados, com certeza, mas os associados trazem os amigos, a família e acaba por ser uma festa da população da Maia”, referiu o presidente da cooperativa, Joaquim Araújo.

Para descerrar a placa evocativa da data, o dirigente convidou o presidente da Câmara Municipal da Maia, Bragança Fernandes. Mas o evento contou ainda com a presença do presidente da Assembleia Municipal da Maia, Luciano Gomes, do vereador Paulo Ramalho, do presidente da Junta de Freguesia de Vermoim, entre outras figuras.

Uma remodelação profunda. É assim que o presidente da Cooperativa Agrícola da Maia encara as obras que foram realizadas na sede, ao longo dos últimos anos. E isso, no decorrer de 34 anos, “não acontece todos os dias”. “São momentos que acontecem ao longo de muitos anos”. Por isso, o reconhecimento não o chama a si mas diz que é o resultado “de um trabalho que foi realizado por todas as direcções que passaram por esta casa”. Não esquecendo, contudo, os funcionários e os próprios associados. “Todos deixaram aqui um bocadinho do que é deles para esta inauguração”, sublinha.

Segundo o presidente da direcção, esta remodelação, que custou cerca de 600 mil euros, levou a uma alteração “profunda” de todo o interior do edifício da cooperativa, desde a área de venda de produtos, passando pelos gabinetes e pela parte exterior, incluindo a bomba de abastecimento de combustível. “Agora criamos aqui umas condições propícias e boas para um melhor funcionamento e melhor atendimento aos nossos associados e a todo o público”, justifica Joaquim Araújo.

A Cooperativa Agrícola da Maia está aberta aos associados e aos não sócios, principalmente a parte do minimercado. Mas não só. Os clientes podem também adquirir outros produtos ligados à agricultura. Quanto à cooperativa, embora esteja vocacionada para a agricultura está aberta a outros produtos ligados também à agricultura.

De acordo com Joaquim Araújo, o número de associados tem vindo a aumentar, nos últimos anos. Nesta altura, adianta o presidente, têm cerca de 600 sócios “É um número significativo. Já foram menos mas, neste momento, temos este número muito considerável para a agricultura da Maia”, refere.

O presidente adianta ainda que apesar do desenvolvimento urbano a que se assistiu na Maia, nos últimos anos, ainda existem “muitos agricultores” no município, uns no sector leiteiro e outros no sector agrícola. Por isso mesmo, a cooperativa dedica-se às duas áreas. Até porque “como a produção leiteira obriga a muita área de terreno e como a construção aqui na Maia tem vindo a aumentar, como todos nós sabemos, alguns produtores tiveram a necessidade de se dedicar a outras áreas da agricultura, por exemplo, à horticultura, um tipo de trabalho agrícola que obriga a menos área. “A verdade é que os agricultores tiveram que se readaptar a fundo. Alguns deixaram o sector leiteiro, a pecuária para se dedicarem ao sector hortícola e florícola”, justifica.

Isabel Fernandes Moreira