PS acusa Câmara da Maia de “total incapacidade e de uma apatia quase doentia”

O Partido Socialista (PS) da Maia acusou a câmara municipal de “total incapacidade e de uma apatia quase doentia por parte da maioria e só há uma cura e para isso estamos a trabalhar”. A afirmação partiu do cabeça-de-lista à Assembleia Municipal e professor, Luís Rothes, que ao lado da candidata à Câmara Municipal e professora, Alice Felgueiras, esta quarta-feira, em conferência de imprensa, apresentava os resultados das visitas efectuadas a escolas e agrupamentos do município e das propostas do partido para a Maia.

Destaque para a ausência do cabeça-de-lista à câmara, Mário Gouveia. O ainda presidente da Junta de Freguesia de Milheirós estava ausente, no passeio do idoso da sua freguesia. Já na semana passada, aquando da conferência de imprensa sobre saúde, coube ao candidato à Assembleia Municipal a apresentação. Mário Gouveia fez a análise às visitas às Unidades de Saúde Familiares e centros de saúde e as críticas às políticas municipais.

Mas voltando à educação, os socialistas visitaram a Escola Secundária de Águas Santas e o Agrupamento de Escolas de Pedrouços, “com a preocupação de abranger todos os ciclos de ensino até ao secundário”. E na Maia, disse Luís Rothes, percebe-se que há “claramente um impacto positivo” das medidas implementadas pelo Governo no que toca, por exemplo, “na qualificação e expansão da rede pré-escolar, na melhoria das condições de trabalho no primeiro ciclo e um esforço para garantir uma escola a tempo inteiro”, esta última relacionada com a preocupação dos socialistas “de apoiar as famílias”. Verificaram também “uma grande evolução” da iniciativa Novas Oportunidades e no ensino profissional. Reconhece também que houve um reforço da acção social escolar, na requalificação do parque escolar. “Esta é muito importante”. “O Governo está a fazer um esforço também difícil de encontrar na história da educação em Portugal para requalificar o parque escolar quer com a criação de centros escolares para o pré-escolar e para o primeiro ciclo, bem visível aqui na Maia, embora a Câmara da Maia procure disfarçar isso até declarando em Outdoors espalhados pelo concelho que é obra sua aquilo que, de facto, é uma iniciativa do Governo”, sublinha.

No entanto, os socialistas entendem que a Câmara Municipal “não tem acompanhado este esforço reformista do Governo e tem evidenciado insuficiências, incompetências e incapacidades”. Insuficiências, por exemplo, na própria construção da Carta Educativa. “Foi um documento muito construído na base de prever novas salas e não foi capaz de pensar e consolidar novos modelos de centros escolares, o que teria sido fundamental para que o esforço que o Governo está a fazer depois fosse vertido em novas soluções”. Mas a juntar às insuficiências, “há claramente incompetências”, acrescenta Luís Rothes. O caso que considera ser mais óbvio “tem a ver com a forma como a Câmara tem lidado com a construção dos novos centros escolares e quase se torna anedótico verificar os sistemáticos chumbos do Tribunal de Contas relativamente aos concursos lançados”.

Os socialistas também não pouparam as Actividades de Enriquecimento Curricular. Entendem que a Câmara Municipal deve acabar com “a vontade excessiva de controlo” e descentralizar a sua gestão passando-a para os agrupamentos.

Alice Felgueiras também salientou como aspectos positivos a vontade do Governo criar uma escola inclusiva, uma escola para todos ”independentemente do nível escolar ou etário”. E nas escolas visitadas houve uma preocupação de criar os cursos EFA – Educação e Formação de Adultos e os CEF – Cursos de Educação e Formação, inseridos nas Novas Oportunidades.

Não sendo uma adepta da grande concentração de alunos, a candidata à Câmara Municipal da Maia defende uma escola de afectos e mostrou-se preocupada com os 28 ou 29 alunos por turma.

Também se mostra crítica quanto à política autárquica. “Acho que tem sido mais uma política de tapar furos, avulsa e pontual, do que uma política de estratégica”. Alice Felgueiras acusou ainda a autarquia de dotar escolas com quadros interactivos e de dar pen drives aos alunos apenas em escolas ou agrupamentos onde o director “está dentro da mesma linha”. Garante que conhece casos concretos, no entanto, não os quis divulgar.

Isabel Fernandes Moreira