Cruz Vermelha maiata "rumo ao futuro"

Foi inaugurada, no dia 1 de Outubro, a segunda fase do Núcleo da Maia da Cruz Vermelha Portuguesa, na rua da Lage, em Vermoim. Os preparativos para a inauguração arrastaram-se até ao último minuto e obrigaram a cerimónia a atrasar-se em mais de meia hora. Depois da casa arrumada e das bandeiras hasteadas, com direito a marcha de alguns elementos da Cruz Vermelha, os membros da autarquia maiata e convidados ocuparam o espaço da nova sede. O recém inaugurado núcleo representa um investimento de 400 mil euros por parte da autarquia da Maia.

 

O responsável pela Cruz Vermelha da Maia, Nogueira dos Santos, destacou a ajuda da corporação aos mais necessitados, na esperança de "que a ajuda da Cruz Vermelha não seja precisa". Acrescentou também que "infelizmente não é assim, isso seria sinal de que a nossa sociedade estava óptima e não precisava de ajudas" e garantiu que "esta casa foi feita para continuar a ajudar os outros, os que mais precisam". Nogueira dos Santos não deixou de lado aqueles que "ajudam a ajudar", como é o caso "das instituições bancárias que nos ajudaram nestes últimos dias, das instituições que nos forneceram viaturas, roupa e mobiliários" para que assim seja possível corresponder às "inúmeras solicitações, que vão desde as preocupações na área médica como nas áreas sociais". "É com esta ajuda que nós podemos ajudar os outros", acrescentou.

No uso da palavra, o presidente da Câmara da Maia, Bragança Fernandes, disse que acompanhou "muito de perto a construção", recordando que no local onde hoje surge a Cruz Vermelha se tentou instalar habitações no âmbito do Programa Especial de Realojamento. Depois da construção das garagens, "a obra parou, por aquela razão ou por outra", e só quando Nogueira dos Santos "tomou conta" da Cruz Vermelha Portuguesa maiata, foi possível levantar "o belo edifício que está aqui".

No que diz respeito a números, a nova sede do Núcleo da Maia da Cruz Vermelha Portuguesa recebeu 50 mil euros da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional. Outra parte coube à Câmara Municipal da Maia, em regime de comodato, que investiu no terreno e no novo edifício cerca de 400 mil euros. "Foi um investimento muito bom, certamente que a Câmara da Maia não se vai arrepender deste investimento, porque a Cruz Vermelha faz um brilhante trabalho", concluiu Bragança Fernandes.

Depois dos discursos, já na hora do jantar, era tempo de avançar com a cerimónia de inauguração da segunda fase do núcleo da Maia da Cruz Vermelha, que contou com um fogo-de-artifício.