Opinião Victor Dias: Há dúvidas?!…

A vitória eleitoral que o Eng.º Bragança Fernandes conquistou no passado Domingo, para o PSD da Maia é, inequivocamente, um facto histórico, a meu ver, difícil de igualar.

Analistas, politólogos, sociólogos e comentadores políticos, terão de rever os seus manuais e compêndios, para tentarem encontrar uma qualquer explicação retórica que encaixe no fenómeno de clarificação política que varreu a Maia nestas autárquicas.

Julgo até que os grandes gurus do marketing, político e não só, deviam vir à Maia, para ter umas sessões de formação e melhorar a sua performance ao nível da gestão de imagem de marca.

Na verdade, vendo as coisas pelo seu lado prático e funcional, preferindo a simplicidade à complexidade, a grande lição que a Maia dá, ao país e ao Mundo, é que as pessoas valorizam hoje, mais do que nunca, as relações humanas, o respeito, a boa educação, o trato afectuoso, a proximidade e a resolução concreta dos seus problemas, por mais simples e pequenos que possam parecer.

A marca BF

O nome Bragança Fernandes é, como ficou categoricamente provado, uma marca, a cuja imagem corresponde uma pessoa com qualidades humanas que conferem carisma à sua liderança. Uma liderança que não é exclusiva do PSD, mas que é, com toda a claridade, para quem quer ver deste modo, a liderança da comunidade, traduzida na expressiva votação alcançada, fruto de uma implantação transversal do único candidato que logrou conseguir o desiderato de merecer a confiança da esmagadora maioria dos maiatos.

Capital político e social

O Eng.º Bragança Fernandes é agora detentor de um poderoso capital político, é certo, mas é também e, porventura, ainda mais importante do que isso, possuidor de um capital de reconhecimento social que lhe conferem uma enorme legitimidade para prosseguir o seu trabalho no governo da Câmara Municipal, deixando-lhe a responsabilidade de preparar o futuro. Um futuro que não se restringe apenas aos próximos quatro anos, mas que está para além desse horizonte temporal.

Há um mandato para cumprir, há trabalho para fazer, obras para completar, mas tudo isso está facilitado pela estabilidade que os maiatos desejaram.

É com base na estabilidade política e na Paz Social que ela pode e deve proporcionar que, o líder, de uma forma serena, tranquila, com ponderação, sem pressas e sem pressões, vá pensando o futuro, preparando o caminho que nos há-de manter na senda do desenvolvimento sustentável, do bem estar, da qualidade de vida e de um ambiente social saudável, livre e democrático.

Quem me conhece ou lê as minhas prosas aqui no Primeira Mão, desde a sua fundação, sabe bem que as qualidades humanas do Presidente, sempre foram reconhecidas por mim como o seu capital mais sólido e consistente, tendo-se revelado um factor preponderante e determinante nas suas vitórias eleitorais e cada vez mais estou firmemente convicto disso.

Fico satisfeito por saber que largas dezenas de milhar de maiatos partilham desta minha opinião, reforçando o sentimento de unidade e pertença a uma comunidade com uma liderança forte. Uma liderança que tem o apoio de sociais-democratas, socialistas, centristas populares e até partidários de ideologias mais à esquerda, enfim, um fenómeno muito interessante para ser um bom caso de estudo e profunda reflexão.

Após as legislativas houve gente que andou às voltas com os resultados, numa lógica de quebra-cabeças, ensaiando análises que pretendiam extrair leituras, interpretações e significados possíveis que permitissem uma extrapolação para prever os cenários das autárquicas. Pois bem, nessa mesma lógica de quebra-cabeças, encontraram uma óptima forma de passar o tempo e exercitar as fórmulas matemáticas aplicáveis à Ciência Estatística. É bem provável que nessas modelações estatísticas, muitos tenham chegado à mais plausível de todas as conclusões, a de que esta vitória foi mais uma vitória pessoal, em toda a linha, do Engª. Bragança Fernandes, com a particularidade de ter sido a maior de sempre.

A pessoa do Presidente da Câmara constitui nesta Maia do século XXI, um factor de unidade e estabilidade, bens muito difíceis de conseguir, mas que os maiatos valorizam e quiseram preservar, dando um sinal claríssimo dessa sua vontade.

Consequências

Em política há sempre consequências, para quem sabe, quer ou tem coragem para as assumir, como David Tavares, que na noite eleitoral se apressou a apresentar publicamente a sua demissão de líder do CDS-PP da Maia, arcando, solitariamente, nas palavras e nos actos, com as autênticas responsabilidades dos desastrosos resultados obtidos pelo seu partido. Desse modo, o líder do PP maiato conquistou o respeito dos seus companheiros de partido e, quiçá, poderá muito bem, voltar a ser alternativa a si próprio. Teve coragem política, deu a cara por uma culpa no cartório que, no meu entender, tinha de ter outras assinaturas reconhecidas, como a de Álvaro Braga Júnior.

Em breve ouviremos, por certo, ecos de consequências e mudanças noutras forças políticas, decorrentes da digestão dos resultados eleitorais, a não ser que os seus dirigentes não tenham a mesma lucidez de David Tavares, mas enfim, é a vida.

Virar a página

Não vale a pena continuar a entoar hinos de vitória porque as eleições já lá vão e no fim de contas, somos todos maiatos e a Democracia é isto mesmo, uns são os eleitos e os outros não, uns têm a legitimidade da maioria e outros a da minoria.

Perante o espectro político resultante destas eleições, o papel daoposição assume uma enorme relevância para a saúde da vida democrática local.A oposição tem de fazer o que lhe compete, por forma a conquistar o respeito e o reconhecimento público, pelo cumprimento do seu dever, no seio das instituições de poder político em que tomam assento. É bom e muito útil para a comunidade que haja uma oposição atenta, eficiente e credível que em sede própria, fiscalize e questione a maioria no poder, obrigando-a a governar com assertividade e a cuidar de cumprir bem o seu mandato.

Seja como for, o Eng.º António Gonçalves Bragança Fernandes é o Presidente de todos os maiatos para os próximos quatro anos. Faça-se segundo a vontade dessa imensa maioria que lhe renovou e reforçou a confiança, para que ele continue, no seu estilo muito próprio, a usar as prorrogativas do poder, como um meio para servir a Maia.

Há dúvidas?!…

Até pode haver quem as tenha, mas os maiatos não!…

Victor Dias