Maiambiente com viaturas com baixa emissão de poluentes

A Maiambiente apresentou, na sexta-feira da semana passada, sete novas viaturas para os serviços de limpeza pública, recolha de ecopontos e recolha de contentores semi-enterrados no município da Maia. São carros preparados da reduzir as emissões de partículas e de óxidos de azoto (NOx), com origem nos veículos de transporte, em especial os carros a gasóleo e são as primeiras viaturas em Portugal a operar no sector da recolha de lixos.

 

De acordo com Mónica Ferreira, técnica da Maiambiente, um dos objectivos principais da empresa é contribuir, cada vez mais, para a qualidade de vida da população. Por esse motivo uma das exigências da Câmara Municipal e da Maiambiente foi que o fornecimento das novas viaturas fosse com o cumprimento da norma EURO5 porque assim a emissão de poluentes é reduzida relativamente à norma anterior, a EURO4. “Os limites que são impostos traduzem-se numa redução de cerca de 80 por cento em relação às partículas e 30 por cento em relação aos óxidos de azoto e, portanto, isso em termos de qualidade do ar tem bastante impacto e vai-se reflectir, com certeza, na saúde da população”, justifica.

A norma EURO5 a União Europeia veio impor limites mais apertados para as referidas emissões de partículas poluentes, em veículos novos, relativamente à norma EURO4. A EURO5 é aplicável desde 1 de Setembro de 2009 no que diz respeito à homologação e a partir de 1 de Janeiro de 2011 no que diz respeito à matrícula e venda de novos tipos de veículos.

São sete novas viaturas para os serviços prestados pela ACE que são a recolha selectiva de ecopontos e vidrões, recolha de moloques e limpeza urbana. São quatro viaturas com compactadores que foram feitos de maneira a que não haja derrame de resíduos para o pavimento. “Foram feitos quase à medida para a Maia”, ressalva Pedro Couto, a empresa prestadora de serviços. “Baixamos os compactadores para permitir que não danifiquem os cabos eléctricos e isto permite-nos andar com a grua esticada e dentro do limite”, acrescenta.

As novas viaturas estão equipadas com motor D11C de 11000cc e 330cv, o que permite um baixo consumo devido ao sistema de gestão electrónica SEM e injectores unitários da Volvo. Permite também uma elevada resposta a baixa rotação e travões de motor com 394cv de potência de travagem, fazem com que este seja um dos motores mais amigos do ambiente fiável e seguro.

A caixa I-shift proporciona uma condução cómoda e segura, evitando o uso do pedal de embraiagem muitas vezes necessário em percursos citadinos. A possibilidade de condução em automático e manual permite adequar o tipo de condução ao trânsito, percurso e exigência do momento.

Possuem ainda travões em disco sem amianto; controlo de tracção e estabilidade que impede o bloqueio das rodas motrizes quando num pavimento escorregadio e sistema auxiliar de arranque nas subidas. Neste caso, “os travões destravam quando o motor atinge um certo binário ou, nas caixas de velocidades manuais, quando se alivia o pedal da embraiagem”.

No que toca ao conforto são equipadas com ar condicionado, banco do condutor pneumático com cinto integrado. A viatura oferece ao condutor maior comodidade e satisfação no trabalho.

Mas a segurança é também para os operadores que trabalham com as gruas, sublinha o responsável da ACE. “Foi pensado para não termos problemas ou acidentes com compactadores que possam cair, um eventual acidente. Todas elas são comandadas por rádio, o que permite que haja uma maior distância entre o carro e o operador e além disso tem uma plataforma que lhe permite trabalhar em baixo ou em cima e quando a grua está a girar, existem uns censores que não permitem que a grua bata no operador”.

Entre as mais valias da varredora SOMA, que são duas, destaque para a possibilidade de varredura do lado esquerdo e do lado direito; a elevada capacidade de aspiração mas com um baixo nível de ruído; possibilidade de lavar e aspirar; pistola para lavagens manuais, mangote manual para aspiração de folhas e sarjetas. Trata-se de um sistema fácil de operar, o que permite ao operador uma elevada concentração na condução e não necessariamente na aspiração. “São varredoras que trabalham com o mínimo de barulho possível, têm varredura tanto do lado direito com do lado esquerdo, o que permite nos separadores centrais fazer a varredura dos dois lados, não deixar nada por varrer, têm também um sistema de aspersão diferente e havendo necessidade de tirar alguma lama do pavimento, ela permite fazer essa limpeza mais a fundo”, explica Pedro Couto.

O responsável da empresa prestadora do serviço considera que se trata de um passo positivo para o município uma vez que aumenta a qualidade de vida da população da Maia mas também para a empresa que “aumenta também a qualidade do serviço, é isso que se pretende”.

Mas estas sete novas viaturas não chegarão de todo para servir o concelho da Maia, por isso, a técnica afirma que a empresa municipal tem vindo a renovar a frota de modo a acabar com as viaturas mais antigas e mais poluentes, conseguindo assim reduzir o número de viaturas que são mais poluentes. Também nesse âmbito, a Maiambiente integrou um projecto com o ministério do Ambiente onde instalou filtros de partículas em duas viaturas, que eram viaturas EURO2, para reduzir as emissões atmosféricas. “Já é uma medida naquilo que nós temos mais antigo para tentar reduzir o impacto no ambiente”. A ideia, acrescenta Mónica Ferreira, é continuar este trabalho de renovação da frota. “Ir a pouco e pouco adaptando a frota de maneira a corresponder a estes limites, que são imposto e, portanto, ir diminuindo as emissões de partículas e poluentes”.

Lipor reforça campanha

Durante os meses de Janeiro e Fevereiro, a Lipor vai promover a segunda fase da “campanha de comunicação e sensibilização das populações para a separação de resíduos visando a reciclagem”. O serviço intermunicipalizado de tratamento de resíduos do Grande Porto refere que esta segunda fase é centrada no reforço da divulgação e em algumas acções paralelas, como a distribuição do infomail aos cidadãos da região do Porto.

Isabel Fernandes Moreira