Está assinado protocolo para reformular Nó do Chiolo

Já foi assinado o protocolo entre a Câmara Municipal da Maia, a EP-Estradas de Portugal, S.A. e a Companhia Portuguesa de Hipermercados (CPH) com vista à execução da reformulação do Nó do Chiolo, na variante à Nacional 14. Esta obra é a primeira fase da variante à EN14 e visa permitir uma adequada fluidez do tráfego em toda a zona. O protocolo já tinha sido aprovado pela autarquia, no final do mês de Agosto, tal como foi noticiado por PRIMEIRA MÃO na edição de 28 de Agosto de 2009. Só agora foi assinado porque, entretanto, teve que ser ratificado pelo secretário de Estado das Obras Públicas, uma vez que se trata de um protocolo assinado por três entidades.

O projecto surge no âmbito da ampliação e remodelação do Jumbo da Maia, passando a ter uma praça de restauração e lojas âncora. Mas para que este possa seguir em frente, a EP obriga à realização de obras nas infra-estruturas rodoviárias de acesso à área comercial, em concreto no Nó do Chiolo, precavendo um maior volume de tráfego. “Isso foi uma exigência”, afirma o vice-presidente da Câmara Municipal da Maia.

A área total da intervenção abrange uma zona incluída na rede viária municipal, a qual está sob a jurisdição da Câmara Municipal da Maia e uma zona incluída na rede rodoviária nacional, a qual está sob a gestão da EP – Estradas de Portugal S.A. Destaque ainda para a relevância desta intervenção para aquela zona da freguesia de Barca, na medida em que vai permitir o estabelecimento de um novo e rápido trajecto viário entre o centro da freguesia e a EN 14.

De acordo com António da Silva Tiago no protocolo está escrito que a EP compromete-se a expropriar ou a negociar previamente os terrenos para a construção deste nó e o grupo Auchan compromete-se a executá-lo de modo a ficar pronto bem antes das suas obras internas”, explicou.

A área de intervenção inclui uma via municipal, e já foi declarada a utilidade pública e “urgência de expropriação” de uma parcela de terreno com a área de 4510 metros quadrados, por ser “indispensável” à execução da via de ligação à zona industrial Maia I às estradas nacionais 14 e 107. Nesta matéria, indica o protocolo, a câmara “apesar de não ter elaborado documento escrito de aquisição da parcela, entende que a parcela de terreno lhe foi oferecida gratuitamente pelo antigo proprietário da parcela, o já falecido Joaquim Almiro Moreira Torres. No entanto, no Tribunal da Relação do Porto, ainda está em curso uma acção judicial instaurada pelo herdeiro, António Torres, que reivindica a propriedade daquela parcela. António da Silva Tiago não acredita que o processo venha a atrasar o andamento da empreitada até porque, diz, se a decisão do tribunal não favorável à autarquia podem partir para a processo de expropriação “por interesse público”, depois “o tribunal que decida que é para isso que ele existe”.

Com a reformulação do nó, acrescenta Silva Tiago, vai também “ser possível acabar com aquele ponto negro que existe na viragem à esquerda quem vai no sentido sul / norte para o aeroporto, ou seja, o acesso que permite a entrada na A41. É uma viragem com perigosidade relevante”. “Com este nó melhorado essa viragem vai ser impedida no ponto onde se faz hoje e, portanto, o trânsito quando quiser virar para o aeroporto terá que ir a este nó reformulado, voltar para trás e entrar à direita na A41 e isto também foi uma imposição da EP”, explica o vice-presidente da edilidade.

Obra dura um ano

A obra vai ter uma duração aproximada de 12 meses e vai dotar as respectivas vias de características que vão permitir o cumprimento das condições de segurança e circulação. A empreitada deverá arrancar logo que o Grupo Auchan levante a licença do projecto de ampliação na Câmara Municipal da Maia e António da Silva Tiago presume que “esteja por pouco tempo”, o que em seu entender por fazer com que esta avance por alturas da Primavera.

As obras poderão implicar algumas alterações ao trânsito, no entanto, António da Silva Tiago garante que não será nada de significativo. “Não vai impedir o trânsito de fluir. As obras são de alargamento e, portanto, os impedimentos não vão ser de grande monta”. Os constrangimentos também poderão ser minimizados com a abertura “lá para a Primavera” do nó que liga a A41 à Zona Industrial da Maia também vai abrir à zona industrial Maia I e ao Centro da Cidade. “A obra está mesmo na recta final, está-se a pavimentar a última camada de desgaste para poder abrir ao trânsito”, adiantou. Este responsável acredita que a via poderá abrir na Primavera, “lá para Abril, Maio”.

António da Silva Tiago reconhece que com essa abertura também será mais fácil desenvolver as obras no Nó. “Hoje o acesso à zona industrial, actualmente faz-se pela EN14, ao Nó do Chiolo e com esta abertura, boa parte do trânsito que se desloca para a zona industrial ou que vem da zona industrial por esse nó, pode ser desviado para este, que é a lógica do sistema de trânsito”, conclui.

Isabel Fernandes Moreira