Maia elegeu seis delegados para o congresso do PSD

Bragança Fernandes, Luciano Gomes, Paulo Ramalho, Marques Gonçalves, Dionísio Mendonça e Regina Serra. São estes os seis delegados eleitos pelos militantes para representarem o PSD da Maia no Congresso do partido, que se realiza nos dias 13 e 14 de Março. A eleição foi esta segunda-feira e de um universo de 570 militantes com direito a voto, votaram 67. A lista única teve 64 votos, dois brancos e um nulo.

Foi uma lista da iniciativa apresentada pela comissão política concelhia da Maia que quis representar diferentes estatutos. Bragança Fernandes enquanto presidente da concelhia e da Câmara Municipal, Luciano Gomes enquanto presidente da Assembleia Municipal, Paulo Ramalho como presidente da mesa do plenário, Marques Gonçalves em representação dos presidentes de junta eleitos pelo PSD, Dionísio Mendonça enquanto presidente da JSD da Maia e Regina Serra em representação do secretariado feminino. “Foi uma lista abrangente de todas as estruturas do partido”, explicou o presidente da mesa do plenário.

São seis os delegados porque a atribuição do número de delegados é feito com base no número de militantes com cotas pagas.

Não foi uma votação muito expressiva mas, de acordo com Paulo Ramalho, é uma tendência recorrente quando se trata de listas únicas e que segue aquilo que foi a tendência do distrito.

O presidente da mesa do plenário recorda ainda que este congresso também não é um congresso electivo, é apenas para discutir a actual situação política nacional, actual e promover algumas alterações estatutárias face a propostas que estão a chegar à organização do congresso. Paulo Ramalho conhece o conteúdo de uma proposta no sentido de tentar que o líder do partido seja sempre eleito por 50 por cento dos votos mais um. “Acho que esta é uma proposta que tem pernas para andar e fazer algum sentido. Acredito que temos que criar mecanismos dentro do partido que legitimem a liderança vencedora e parece-me que um líder eleito por mais de 50 por cento é sempre um líder com mais legitimidade”, justifica. Paulo Ramalho acrescenta ainda que acredita que o congresso vai ser um momento importante para o partido e clarificador.

Quanto à liderança nacional do PSD, Paulo Ramalho assume o seu apoio a Paulo Rangel. Foram colegas de cursos e são amigos desde os tempos de faculdade. Por outro lado, “é uma pessoa a quem eu reconheço enormes qualidades políticas e entre os três parece-me que é aquele que reúne melhores qualidades, com quem mais me identifico”, justifica. E foi também por isso que aceitou o seu pedido para coordenar a sua estratégia para o Distrito do Porto. O nome do mandatário deverá ser conhecido na próxima semana.

O presidente da mesa do plenário recorda ainda que elegendo um novo líder para o PSD os militantes têm que ter em conta que, a médio prazo, pode ser líder para o país. “Portanto, o PSD tem que escolher alguém que esteja bem preparado e que tenha melhores condições para exercer esse cargo e o Paulo Rangel nessa matéria parece-me ser a pessoa indicada

Isabel Fernandes Moreira