Maia celebra 50 anos de escutismo

Foi com uma Semana Escutista que o Agrupamento 95 da Maia, do Corpo Nacional de Escutas (CNE), celebrou este ano o 50º aniversário. As comemorações das Bodas de Ouro arrancaram a 18 de Abril e culminaram no dia 24, véspera de feriado nacional. Juntaram actuais elementos, antigos escutistas e comunidade em geral.

Apesar de disporem de uma sede recente, os escuteiros optaram por fazer a festa num local que estivesse mais perto da comunidade. Com o apoio da Paróquia da Maia, a escolha recaiu sobre as instalações anexas à Igreja Nossa Senhora da Maia. Foi este o palco da exposição “50 Anos Por Uma Juventude Melhor”, que reuniu objectos relacionados com actividades em que tem participado o grupo, fotografias desde 1960 até à actualidade, uniformes e lenços de outros agrupamentos e até de outras nacionalidades, que é habitual trocarem entre si em actividades conjuntas.

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Mas para que quem não conhece o movimento escutista ficasse a par do que é e do que fazem, foi ali montado um campo escutista, ou seja, “uma réplica daquilo que os escuteiros fazem quando vão acampar”, sublinha Palmira Santos, uma das dirigentes do Agrupamento 95 da Maia. A também chefe da Alcateia (o grupo de escuteiros com idades entre os seis e os dez anos) destaca nesta festa a presença dos antigos membros do agrupamento e que, “através das fotografias, recordavam as actividades”, bem como os melhores e piores momentos de cada acampamento. E fazendo jus ao lema: “escuteiros uma vez, escuteiros toda a vida”.

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Por esta mostra passaram ainda os familiares dos escuteiros e até as crianças da catequese e todos os que iam à missa à Igreja Nossa Senhora da Maia, demonstrando “alguma admiração e algum deslumbramento, principalmente dos mais novos, pela construção do campo escutista”. Acredita Palmira Santos que, “de uma maneira geral, as pessoas ficaram a perceber um bocadinho do que é a vida de um escuteiro”. Ao ponto de se poderem conquistar novos elementos no início do ano escutista seguinte. Actualmente, são cerca de 150, entre membros e dirigentes.

À exposição juntaram-se palestras, no salão e anfiteatro da igreja, em torno de temas como “A Função Social do Escutismo” (por Hélder Santos), “O Escutismo na minha vida” (com os antigos escuteiros do agrupamento) e “Ser escuteiro do CNE – Escutismo Católico Português, nos dias de hoje” (a cargo do Padre Renato Poças). E foram todas “muito interessadas, muito ricas e muito participadas”, conclui Palmira Santos. O programa das comemorações contemplou ainda uma vigília de oração – velada de armas, na noite de 23 de Abril e, no dia seguinte, a eucaristia de acção de graças pelo 50º aniversário do Agrupamento 95 da Maia do CNE, com as promessas e investidoras e a habitual renovação da promessa.

Marta Costa