O vulcão islandês não parou estes aviões (vídeo)


Um esquadrão deles. Eram aviões brancos, tinham asas, voavam alto, faziam acrobacias e despenhavam-se sem causar feridos e sem ser preciso chamar forças de socorro. Faziam voos cruzados, picados e quase todas as vezes falhavam a aterragem num silencioso acidente. E tudo dentro de um pavilhão da cidade da Maia, mais precisamente o da EB 2,3 e Secundária do Castelo da Maia.

Estamos a falar de aviões de papel. De todos os feitios, de todas as formas, de melhor ou pior aerodinâmica. Os voos, altos e baixos, tiveram lugar na manhã do passado sábado e os “pilotos” eram de palmo e meio. Estavam “aos comandos” dos pequenos aeroplanos improvisados no âmbito do projecto “Asas de Papel, Asas para o Futuro”, iniciativa do Agrupamento de Escolas do Castelo da Maia, que resultou na primeira edição do Campeonato de Aviões de Papel da Maia.

Os aviões de papel fazem parte do imaginário de toda a gente. Todos nós já construímos um pequeno aeroplano a partir de uma folha rasgada de um qualquer caderno escolar. Seja com o intuito de atingir alguém, de matar tempo ou simplesmente de simular os grandes aviões que nos passavam – literalmente – pela cabeça. Ainda hoje, os aviões de papel seduzem, além dos mais novos, também os mais crescidos. E a provar isso mesmo, esteve o mar de pais que compareceram no pavilhão escolar do Castelo da Maia. Os mais pequenos deixavam transparecer a ansiedade. Será que voa? Será que não voa? Eram tranquilizados pelos pais. Alguns nas bancadas, outros na improvisado “aeroporto”, sem controladores aéreos, mas com muitos, muitos pilotos.

Havia também uma bancada, a fazer lembrar o antigo bar do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, também em terras maiatas. De lá de cima observavam-se as acrobacias. E era essa uma das provas: acrobacias. Esta dirigida aos mais velhos, assim como a prova de sustentação no ar. A de alcance, ou seja, ver até onde iam os aviões, estava aberta para alunos a partir do pré-primário e foi a que mais atenções recebeu. E por falar em Aeroporto Francisco Sá Carneiro, em paralelo decorreu também uma visita às instalações da pista internacional do Porto, assim como a leitura de textos sobre aeronaves.

Até pode parecer brincadeira, mas não foi. A primeira edição deste torneio teve como objectivo pôr à prova diversos conhecimentos importantes da Física. Serviu também como candidatura ao prémio “Ciência na Escola 2010”, da Fundação Ilídio Pinho. No final, houve prémios para os vencedores dos vários escalões e também outro galardão, o de melhor “traje” de aviador. No entanto, a maioria dos alunos optou por vestir “à civil”.