Um pequeno-almoço que se torna grande (vídeo)


O pequeno-almoço é a refeição mais importante do dia, dizem os nutricionistas e diz o senso comum também. Com esse epíteto, ganha reforçada importância. Também o senso comum diz que é de pequenino que se torce o pepino. Ciente dessa realidade, a Câmara Municipal da Maia, em parceria com o Agrupamento de Centros de Saúde da Maia e a Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto levaram à EB1/JI da Azenha Nova mais um “Pequeno Grande Almoço”. A mesa estava posta para cerca de 130 alunos em Gueifães, na passada terça-feira.

Foi na EB1/JI da Azenha Nova que as atenções se concentraram. A iniciativa foi apadrinhada pelo chefe de cozinha Hernâni Ermida que teve a responsabilidade de alimentar seis turmas de jardins-de-infância e escolas básicas maiatas. O especialista em cozinha confessa que não tem sido “um padrinho muito presente por motivos profissionais”, mas “dentro do possível, tento participar em todas as actividades”, confessa Hernâni Ermida. Para os maiatos mais novos o chefe preparou um conjunto de batidos, que os alunos esperavam ansiosamente. “Para mim este é o coroar de todo o sacrifício que desenvolvo na minha profissão”. Para este pequeno-almoço especial, Hernâni Ermida preparou “um batido, o mais completo possível” para ser servido às crianças da Maia.

O “Pequeno Grande Almoço” já anda pelas escolas da Maia há cinco anos. Nair Rocha, do departamento de saúde da Câmara Municipal da Maia, revela que ainda há alunos que continuam a ter comportamentos errados quando se trata do pequeno-almoço. “Muitas vezes, tomam o pequeno-almoço muito tardiamente e comem coisas incipientes”. Assim, o “Pequeno Grande Almoço” quer “mudar mentalidades” e incutir aos mais pequenos a noção de pequenos-almoços saudáveis. E porque o exemplo parte dos mais novos, revela Nair Rocha que os mais novos são também veículos de informação: “Queremos que eles levem para casa a ideia de que um pequeno-almoço tem de ter fruta, cereais, leite… e deve estar sempre presente todos os dias”. A iniciativa também pretende ser um veículo de comunicação diferente. “Não pode ser sempre o papel a chegar a casa porque esse método perde impacto”, considera Nair Rocha.

Pedro Póvoas