Maia pede suspensão das portagens nas SCUT

A Câmara Municipal da Maia, face à intenção do Governo de avançar com as portagens nas auto-estradas Sem Custos para os Utilizadores (SCUT) do Grande Porto – A 41 e A 42, entende que “não existem estradas nacionais alternativas a estas variantes”, lê-se num comunicado assinado pelo presidente, Bragança Fernandes.

A posição, já conhecida, surge na sequência da reunião conjunta que decorreu ontem na Assembleia da República com os Grupos Parlamentares do CDS/PP, PSD, CDU e Bloco de Esquerda, e onde estiveram presentes os autarcas dos concelhos da Maia, do Vale de Sousa e de Valongo.

A autarquia considera que, ao longo deste processo, o Governo “não demonstrou vontade em dialogar com os autarcas, ficando a clara sensação de uma inexistência de diálogo entre o Secretário de Estado das Obras Públicas e Comunicações e o Ministro das Obras Públicas”. E considera “inadmissível” que seja o Norte, a região mais pobre do país, “a pagar a crise”. Mais, Bragança Fernandes diz que, em nome da “justiça social”, a medida de portajar as SCUT deve ser “universal e transparente”.

O comunicado alerta para o facto de que algumas das SCUT em causa “não preenchem os requisitos de auto-estradas, a velocidade mínima é de 100 Km/hora e não 120 Km/h, e que a conservação das mesmas é suportada pelas câmaras municipais, sendo mesmo consideradas estradas municipais”. Neste sentido, “para a Câmara Municipal da Maia quando a distribuição de sacrifícios não é feita com equidade e os critérios aplicados não são transparente, nasce a suspeição que gera obviamente a contestação”.

Por todas estas razões, o município da Maia defende que a colocação de portagens nas SCUT “deverá ser imediatamente suspensa, até que tecnicamente seja possível e que abranja todas as SCUTS existentes em Portugal, em nome da solidariedade nacional”.