,

Angola e Maia procuram novas parcerias económicas (vídeo)

A representante em Portugal da Câmara do Comércio e Indústria de Angola esteve de visita à Maia, esta quarta-feira. Sandra Freitas visitou, a convite da Câmara Municipal da Maia, o Aeródromo de Vilar de Luz, a Zona Industrial e o Parque de Ciência e Tecnologia da Maia. Assumindo-se como intermediária entre os dois países, a Câmara do Comércio e Indústria de Angola, com delegação no Porto desde Março deste ano, pretendia com a visita “fomentar” parcerias com a indústria transformadora da Maia e do Norte de Portugal, sobretudo com sectores como os têxteis. O turismo, a hotelaria, a agricultura e as pescas são outros sectores de interesse. “Desde que venham bons parceiros, bons projectos, estamos abertos a sugestões”, sublinhou Sandra Freitas, directora da delegação do Porto.

Levar a experiência e conhecimento tecnológico do Norte de Portugal é também outra das apostas deste organismo. Esta é uma região de grande interesse para os angolanos, não só pelo seu potencial industrial, mas também pela sua proximidade com a Galiza.

Aliás, tem sido no Norte de Portugal que Angola tem encontrado os seus principais parceiros no crescimento do país. “Tem-nos prestado um excelente serviço a nível das indústrias e das empresas, sobretudo a construção civil. O Norte tem tido um peso franco no crescimento de Angola”, salientou Sandra Freitas. Captar investimento capaz de contribuir para a diversidade da economia angolana, sem ficar “refém” da extracção mineira e petrolífera, é a missão da Câmara do Comércio e Indústria de Angola.
O investimento em sectores como a agricultura, os têxteis e as pescas, são essenciais para o desenvolvimento sustentável do país.

E na Maia há empresários com “Know How” e potencial financeiro para investir naquele país de língua oficial portuguesa, referiu Paulo Ramalho, vereador responsável pelo Pelouro de Apoio ao Desenvolvimento Económico.

Promover relações com países estrategicamente importantes para Portugal e para a Maia, tem sido uma das principais prioridades daquele pelouro. Países onde a comunidade portuguesa está fortemente representada, como a África do Sul, França, Espanha, Brasil, Moçambique e Angola. Paulo Ramalho explica que, no caso concreto de Angola, o objectivo passa também por trazer investimento angolano para a Maia, que tem para oferecer um parque industrial atractivo e com condições únicas para a instalação de novas empresas, nomeadamente no que se refere às acessibilidades e estruturas que permitem chegar mais rapidamente a outros países da Europa, como o Aeroporto Francisco Sá Carneiro.

Fernanda Alves