Jovens trabalham como profissionais no Handball Project (vídeo)

O Centro de Alto Rendimento organizado pela Handball Project esteve esta semana espalhado pelos pavilhões do concelho da Maia. Ao longo de uma semana, os jovens andebolistas tiveram a oportunidade de trabalhar como os jogadores profissionais nas grandes equipas.

Desde segunda-feira até hoje, os jovens entre os 13 e 17 anos tiveram a oportunidade de trabalhar com nomes do andebol como Jordi Ribera (treinador do Ademar León e ex-seleccionador masculino do Brasil), Juan Fernández (coordenador técnico da associação espanhola de treinadores de andebol), Carlos Resende (ex-técnico do FC Porto), Jorge Rito (treinador do ABC) o treinador do Águas Santas Jorge Borges ou o guarda-redes da Selecção Nacional e ABC, Hugo Figueira.

Mário Santos, um dos dinamizadores da iniciativa, fala em “dar os jovens um conhecimento do treino em alta competição” e municiá-los de recursos para o futuro: “Estamos a dar-lhes rotinas de treino, principalmente ao nível do rigor e da disciplina para que se tornem atletas de alta competição. Nós queremos dar referências dos melhores atletas e gestos de forma a que, quando tiverem dificuldades em campo, os recursos apareçam naturalmente. Penso que daqui a três anos alguns irão apresentar progressos que lhes permitirão competir ao mais alto nível”, diz Mário Santos.

O dinamizador do projecto afirma que o objectivo “é despertar mentalidades para o andebol a este nível” e não sobrepor-se aos clubes: “Queremos criar rotinas e formular objectivos de forma a que quando chegarem aos clubes levem um relatório individual e especializado sobre o que podem trabalhar melhor”, referiu Mário Santos.

O responsável pelo Handball Project considera “importante a presença de nomes importantes do andebol e afirma já ter visto “muita qualidade a nível de coordenação motora e gente com alguma envergadura”.
Sobre a possibilidade de a iniciativa ser alargada a outros ponto dos país, Mário Santos vê-a com agrado: “A nossa ideia é criar-mos este modelo noutros pontos do país. Se for necessário ir, por exemplo, a Bragança desenvolver esta iniciativa, é esse o desafio. Se pudermos fazer este tipo de eventos associados aos trabalhos das Selecções Nacionais, melhor ainda”, concluiu.

Um dos nomes grandes do andebol português que esteve presente no Centro de Alto Rendimento foi Hugo Figueira. O guardião do ABC, que até pode estar de saída para o Sporting, vê com bons olhos “a oportunidade única dos jovens trabalharem com os seus ídolos” e deixa elogios ao projecto: “É muito bom porque é uma iniciativa dedicada exclusivamente ao andebol. Aqui eles podem trabalhar como se faz nas equipas grandes. Há aqui bastante talento e miúdos que, sendo ainda muito jovens, já têm capacidades acima do normal”, atira o guarda-redes da Selecção portuguesa.

André Cordeiro