Já arrancou o alargamento da A3 (vídeo)

Ainda mal se notam, mas já começaram. As obras na A3, entre as portagens da Maia e o nó de Santo Tirso já estão no terreno. Os trabalhos vão permitir o alargamento de duas para três faixas de rodagem em cada sentido, e ainda prevêem o futuro alargamento para quatro vias. A obra está orçada em 42 milhões de euros.
Depois das obras nas portagens da Maia, que agora privilegia as vias automáticas (Via Verde e chips) em detrimento dos postos de pagamento manuais, as dores de cabeça vão voltar, mas só por 20 meses. As obras de alargamento permitem “melhorar as condições de circulação” e representam “benefícios significativos para os automobilistas”, diz a Brisa em comunicado. A empresa aponta ainda Março de 2012 como a data mais provável para o fim dos trabalhos que decorrem ao longo dos 12 quilómetros da via em causa.

Esta obra de alargamento é uma obrigação contratual da concessionária: hoje, esta via já atinge os 35 mil veículos por dia. O já referido alargamento para quatro faixas também foi pensado tendo em vista o aumento de trânsito automóvel, que se prevê de 60 mil veículos já nos próximos sete anos.

Nos restantes números da obra, está prevista a demolição e reconstrução de oito viadutos e o alargamento e beneficiação de três passagens inferiores agrícolas e de quatro passagens inferiores. Para melhorar o conforto dos que vivem paredes-meias com a auto-estrada, vão ser instaladas mais barreiras acústicas, numa extensão de 2700 metros. Uma das obras de maior envergadura será no viaduto de Covelas, que “sobrevoa” a Linha ferroviária do Minho. Está prevista a reabilitação e alargamento do tabuleiro da estrutura. Além disso, a via-férrea será rebaixada numa extensão de 500 metros, distância que percorre sob a estrutura. Vão acontecer nesse local os constrangimentos mais “graves”, uma vez que os trabalhos vão obrigar a desvios de trânsito mais acentuados.

A empresa assegura que as obras agora em curso vão ser levadas a cabo mantendo utilizáveis as actuais duas vias por sentido, embora mais apertadas, estando previsto o corte de vias em horários nocturnos durante os próximos vinte meses.

Pedro Póvoas