Crise nas famílias obriga Câmara da Maia a reforçar subsídios escolares

A Câmara Municipal da Maia vai gastar mais de meio milhão de euros em auxílios económicos no ano lectivo 2010/2011 que está prestes a arrancar. Ao certo, serão 502 mil 830 euros. A verba destina-se a auxiliar os alunos carenciados do 1º ciclo do ensino básico da rede pública. Sem adiantar números, o presidente da câmara, Bragança Fernandes diz que este apoio aumentou substancialmente, “porque há mais famílias carenciadas”, grande parte delas atingidas pelo drama do desemprego. “As famílias têm menos dinheiro, o que obriga a câmara a mais um esforço financeiro para ajudar quem mais precisa”, acrescentou.
Este apoio financeiro abrange os livros, material escolar e o almoço. A maior fatia dos cerca de meio milhão de euros destina-se à comparticipação das refeições escolares do ano lectivo 2010/2011.

A Câmara Municipal da Maia vai ter uma despesa de 412 mil 080 euros com as cerca de 629 mil refeições previstas. De acordo com as previsões da autarquia, este apoio irá beneficiar 3700 alunos carenciados.
Para além dos subsídios escolares, desde 2007 que a Câmara Municipal da Maia dispõe do Serviço de Apoio à Família (SAF), abrangendo a rede pública do pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico. Tem como objectivo assegurar o acompanhamento dos alunos antes e/ou depois das actividades curriculares e de enriquecimento, bem como durante os períodos de interrupção das actividades lectivas e mês de Julho.

O serviço começa a funcionar a partir das 07h30 e encerra às 19h00. As inscrições para o SAF poderão ser efectuadas através do portal da educação da Câmara Municipal da Maia, onde se encontra disponível a ficha de inscrição e o boletim com todas as informações deste serviço. É um serviço pago pelos pais e encarregados de educação, de acordo com o escalão do abono de família. Obviamente, estamos a falar de preços bem mais baixos do que os praticados no privado ou mesmo nas IPSS. Para os escalões 1 e 2 do abono de família, o valor mensal para o acolhimento e prolongamento é de 5 euros e 7,5 euros, respectivamente. Aos restantes escalões é aplicada uma mensalidade de 15 euros (acolhimento) e de 25 euros (prolongamento). Para as famílias que necessitem de ambos os serviços (acolhimento e prolongamento), as mensalidades atingem os 15 euros (1º escalão), 20 euros (2º escalão) e 40 euros (restantes escalões). Existem também preços especiais para os que só ocasionalmente necessitam do SAF.
Para usufruírem do SAF, as famílias são obrigadas a demonstrar e a justificar a sua necessidade, através da declaração da entidade patronal, identificando o local e o horário de trabalho dos pais e encarregados de educação.

Fernanda Alves

1 responder
  1. ana
    ana says:

    E lamentavel, só ajudem os beneficiarios que não fazem descontos, que fogem aos impostos ou que recebem rendimento minimo. Trabalho oito horas dia, ganho ordenado minimo e pago tudo.Isto e´a vergonha.

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