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PS alerta para “taxas máximas” na Maia

Os vereadores do Partido Socialista votaram contra as propostas apresentadas pelo executivo social-democrata relativas às taxas máximas de IRS, IMI, tributação de património e à derrama. A votação aconteceu na última reunião de câmara, a 2 de Setembro, onde os socialistas lembraram o “triste cenário” do desemprego na Maia, que conta com 8517 desempregados, um “número significativo para um concelho que se afirma como um dos concelhos com maior parque industrial”, referem os vereadores socialistas em comunicado.

Os socialistas acusam, no mesmo documento, o executivo PSD de “enganar os maiatos” e citam uma linha do programa eleitoral da equipa liderada por Bragança Fernandes, que promete uma “Política Fiscal Diferenciada”. Algo que não existe, no entender dos socialistas, mas sim “taxas máximas e muita demagogia”.

O PSD apresentou taxas de 5 por cento relativas ao IRS a vigorar em 2012 e de 0,7 para o Imposto Municipal sobre Imóveis para o ano de 2011. Estes números, no entender do PS, vão “obrigar a um esforço significativo por parte dos maiatos”, em especial “os mais carenciados que perante a crise económica que o país e o mundo atravessam terão maior dificuldade em cumprir com as suas obrigações fiscais”. Os socialistas lembram também que agora, em alturas de maiores dificuldades, há agregados que não mantêm o mesmo nível de qualidade de vida e defendem que “as referidas taxas deveriam ser mais reduzidas para auxiliar as famílias que, muitas vezes, não têm rendimentos para conseguir sustentar a família”.

Além das famílias, também as empresas mereceram a atenção do executivo socialista, que se insurgiu contra a fixação da Derrama em 1,5 por cento relativo ao rendimento gerado em 2010 pelas empresas. Ainda em comunicado, os socialistas contrariam a posição do PSD relativa à Derrama. Os sociais-democratas defendem que a taxa cativa o investimento de novas empresas e o crescimento de micro e pequenas empresas, posição que o PS contraria. Deste modo, sugerem os vereadores socialistas a criação de dois escalões de derrama, um para as empresas com um volume de negócio que não ultrapasse os 150 mil euros e outro para as que apresentem um volume de negócios superior. Esta medida, no entender do PS, ajudaria os investidores, “proporcionando-lhes novas oportunidades que lhes permitam vencer o futuro”.

Pedro Póvoas