Maia ganha o “bronze” dos rendimentos

Em Oeiras é que se está bem. Na Maia, nem por isso, ou pelo menos não tão bem quanto em terras do Isaltino. Isto se tivermos em conta o ganho médio mensal dos habitantes destas cidades. Na urbe onde melhor se vive na Grande Lisboa, o salário médio é de 1667 euros, bem superior à média nacional, que é de 1008 euros. Na Maia, esta verba está um pouco acima da média do país. São 1065,3 euros, de acordo com os últimos dados, datados de 2008, do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social.

O panorama, mesmo que a Maia fique bem atrás de Cascais, é animador tendo em conta a realidade do distrito do Porto. O município do Lidador ganha a medalha de bronze dos rendimentos, só ficando atrás da sede de distrito, o Porto, e da vizinha cidade de Matosinhos. Na invicta ganha-se, em média, 1193,9 euros e em Matosinhos um pouco menos, à volta de 1100 euros.

A subir

A tendência do aumento do salário na Maia mantém-se. Se em 2004 os maiatos auferiam em média cerca de 891,5 euros, no ano de 2005 o valor passou para 937 euros. Em 2006 os habitantes da Maia ganhavam 962,9 euros de média e em 2007 quase que chegava “à milena”: 990 euros de ganhos médios. Já percorremos o pódio composto pelo Porto à cabeça, e “segurado” por Matosinhos e pela Maia. Mas há mais e é sempre a descer.

Para trás, no índice distrital de ganho médio mensal, ficam os municípios de Vila Nova de Gaia, com 950 euros de ganho mensal. Depois vem a Trofa, com 884,6 euros, Valongo, com 843, Póvoa de Varzim com 811,6 e Gondomar com 800 euros de ganhos médios, seguido por Santo Tirso, com 759,6 euros. No interior do distrito as coisas estão mais “negras” no que diz respeito a rendimentos. Paços de Ferreira é o concelho onde se ganha pior, com uma média de 640 euros de salário. Mais acima está Lousada, com 645 euros e Felgueiras, com 650. Em Baião, os trabalhadores recebem 673 euros de média, no Marco de Canaveses 699,1. Já na casa dos 700 euros surge Paredes, com 715 euros de média. Em Amarante recebe-se 753 euros de média e em Penafiel um pouco mais, 759,4 euros.

Estes números fazem parte do Boletim Estatístico mensal do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social. Publicado desde 1996, pretende divulgar dados estatísticos nas áreas do emprego, da formação do profissional, do trabalho e da segurança social.

Pedro Póvoas