STCP inova com o “spider map”

A Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) continua a inovar. E a pensar em tornar a vida mais fácil aos seus clientes. É com este objectivo que nasce o denominado “spider map”, disponível desde 20 de Setembro para os passageiros que utilizem o interface do Hospital de S. João, no Porto. Foram lá colocados no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade.

A directora de marketing da STCP diz tratar-se de “algo entre o mapa da rede e o mapa pequenino que temos paragem a paragem”. Em esquemas, e em grande formato, a empresa disponibiliza aos clientes informação sobre o percurso das diversas linhas, a partir da zona em que se encontra.

Esclarece a STCP, em comunicado, que o objectivo é “dar uma visão imediata e clara de todas as linhas disponíveis a partir do local de referência, que é colocado no centro da rede desenhada, numa escala maior”. Aos detalhes do local onde está o passageiro, acrescenta-se a identificação dos percursos e paragens das linhas que por ali passam ou dali partem (com os respectivos códigos e elencadas por ordem alfabética), assim como marcos como edifícios públicos. Para que o cliente possa identificar e escolher a paragem. Por exemplo, alguém que se desloque ao hospital e depois queira saber onde apanhar o autocarro para Campanhã, descobre no novo mapa em que paragem pode embarcar na linha 205.

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Com base em processos automáticos, este “spider map” permite à STCP “rapidez e eficiência na produção da informação” e “a baixos custos”. Em parte, porque a operadora de transportes públicos passará a dispor da aplicação informática que lhe permitirá criar os mapas a nível interno, “de acordo com as zonas que quiser definir”. Tudo isto “de uma maneira relativamente rápida e fácil, baseada na nossa base de dados”, acrescenta Manuela Ribeiro, admitindo no entanto que “isto é um software algo complicado”, que está a ser testado.

Com o teste-piloto no interface do Hospital de S. João, a SCTP não encontrou obstáculos para a colocação dos mapas, já que dispunha de espaços próprios onde os afixar. Para as próximas experiências – Castelo do Queijo e o interface dos Aliados – poderá ser necessário adquirir espaços para colocar os mapas. De qualquer forma, Manuela Ribeiro admite que em 2011 já seja possível “avançar de uma forma consistente com este programa”, de forma a disponibilizar a nova aplicação nos interfaces partilhados com o Metro do Porto e com a CP. Mas também em locais como escolas, centros de saúde ou hotéis.

Em breve, aguardando apenas que os clientes se adaptem a este “spider map”, a STCP vai aplicar um inquérito para avaliar a opinião dos utilizadores dos autocarros “e “verificar se, efectivamente, vale a pena continuar com projectos destes”.

Marta Costa

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