Mais de 12 mil riram na Maia

Voltou a subir o número de espectadores do Festival Internacional de Teatro Cómico da Maia. Na 16ª edição, que terminou no domingo, a organização acredita ter ultrapassado a média das últimas edições, que rondava as 12 mil pessoas. Assistiram aos 34 espectáculos apresentados por um total de 27 companhias, entre peças de rua, no palco do grande auditório e de café-teatro.

Há vários anos que o certame tem registado lotações esgotadas em muitos dos espectáculos propostos pelo pelouro da Cultura da Câmara da Maia e pelo Teatro Art’Imagem, a quem cabe a direcção artística do festival. Ao ponto de se ter afirmado já que o evento teria atingido o limite, em termos de afluência, olhando à capacidade da sala. Este ano, o cenário repetiu-se, assistindo-se ainda a “um ligeiro crescimento” do público, destaca o vereador da Cultura. Para este aumento contribuíram também aqueles que, também este ano em maior número, assistiram aos espectáculos de rua que davam início a mais uma noite de teatro cómico na Maia.

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Mário Nuno Neves confessa que isso, de alguma forma, surpreendeu a organização, dada a consciência da actual conjuntura económico-financeira do país. Mas porque o preço dos ingressos até era “manifestamente baixo”, o autarca admite que as pessoas tenham procurado no festival uma forma de “esquecerem um bocado a triste realidade em que estão a viver”.

O programa deste ano propôs “Muito riso, muito siso”, passando pelas diversas vertentes do teatro cómico, mas sempre de forma a levar à reflexão de quem assistisse aos espectáculos. A essa diversidade, o autarca acrescenta a “elevadíssima qualidade” dos espectáculos, como argumentos para tamanha adesão e para o facto do festival estar já “referenciado em termos nacionais”. Propositadamente, vieram à Maia espectadores do Minho, de Trás-os-Montes e até do Algarve. Mas não só. Salienta o vereador que “é também já uma referência ao nível das programações internacionais”, sendo disso prova a presença, ano após ano, dos “grandes grupos do Mundo”.

Face a mais uma edição bem sucedida, Mário Nuno Neves conclui que “não há razões nenhumas para alterações”. Assim como não tem sido necessário alterar o orçamento a ele associado. Este ano, rondou os 127 mil euros. “Se, com esta verba, estamos a fazer o que fazemos e julgo que estamos a fazê-lo bem, para quê gastar mais dinheiro?”, questiona o responsável pela pasta da Cultura na Câmara Municipal da Maia.

Marta Costa